50 anos de história no Brasil: 10 curiosidades do Chevrolet Chevette

Em vinte anos no mercado, o modelo foi lançado como sedã, mas também teve as variantes hatch, perua e picape. Com tração traseira, porte compacto e estilo alemão, ele era o BMW que o brasileiro podia comprar. Confira essas e outras principais curiosidades deste “cinquentão”.

1) Chevette Tubarão

Apresentado à imprensa no dia 24 de abril de 1973, o Chevette teve várias versões e configurações de carrocerias. O primeiro da família a chegar foi o sedã de duas portas, cuja frente de estilo agressivo e anguloso rendeu lhe o apelido de Tubarão. Curiosamente, o carro era chamado de Opel Kadett na Europa, sendo o antepassado do futuro Chevrolet nacional.

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2) Chevette Júnior

No crescente segmento de carros populares, inaugurado pelo Uno Mille, em 1990, em 1992 surgia o Chevette Júnior como o único sedã 1.0 de duas portas. Apesar do volume extra para bagagens, o motor de 50 cv era insuficiente, fato que decretou a sua morte prematura no mesmo ano, tendo sido substituído pelo Corsa, um compacto muito mais moderno.

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3) Linha Chevette com câmbio automático

Nos anos 80, ter um carro automático era coisa só de americano, mas isso começou a mudar. Foi assim em 1985, quando a Chevrolet ofertou o opcional para o Chevette (Hatch, Marajó e Chevy 500). Apesar de prática, a transmissão automática de três marchas não dava agilidade.

Renato Bellote

4) Bocal de combustível “camuflado”

Para abastecer o três volumes de 1973, o frentista tinha de investigar por onde abrir o bocal. Bem discreto e original, ele ficava atrás da falsa saída de ar na coluna traseira direita, posição mantida assim até o fim da produção, em 1993.

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5) Motor de Chevette no Avallone TF

O roadster britânico MG TD serviu de inspiração para a Avallone criar a sua réplica. O TF usava motor 1.6 de 86 cv, câmbio de 4 marchas, eixo dianteiro, diferencial, freios e diversos componentes menores do Chevette, montados em um chassi próprio da pequena construtora.

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6) Configuração do motor

O Chevette foi o primeiro carro nacional com comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada e sistema fluxo cruzado na admissão e no escapamento. Na prática, isso significava em melhor desempenho.

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7) Homenagem ao GP de F-1 em 1976

A GP (Grand Prix) foi uma série especial fabricada em 1976 em homenagem ao Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 daquele ano. Vinha com faixas pretas no capô e laterais, faróis de neblina e sobrearos das rodas. O motor 1.4 trabalhado rendia 4 cv a mais (72 cv) de potência e 1 kgfm a mais (10,8 kgfm) de torque em relação ao 1.4 dos modelos de entrada. O que não mudava era a péssima posição de dirigir.

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Chevette Jeans

Focando no público jovem, em 1979 surgiu Chevette Jeans. Apostando no vestuário da moda, o revestimento interno contava com bancos e laterais das portas forrados com o mesmo material da calça. Até os porta-objetos lembravam os bolsos da peça de vestuário.

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9) Primeira reestilização e novos modelos

Em 1978, o sedã passou a ter a frente mais inclinada com a grande dividida, inspirada nos Pontiac norte-americanos. Isso lhe rendeu o apelido bicudo. Foi nesse ano que veio também o hatchback e o sedã de quatro portas.

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10) Chevette Targa

Inspirado no Aero da encarroçadora alemã Karosserie Baur, no Brasil coube a Envemo fazer a sua versão targa. O Chevette Minuano se diferenciava pelo teto rígido removível e parte traseira da cobertura e o vigia de vinil dobráveis, além da cilindrada aumentada de 1.4 para 1.6.

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