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A Stellantis , conglomerado de marcas como Fiat , Jeep e Peugeot, apresentou o STLA AutoDrive, seu novo sistema de condução autônoma de Nível 3, prometendo reduzir a necessidade de intervenção humana no trânsito.
Com o objetivo de competir diretamente com o Autopilot da Tesla, o STLA AutoDrive utiliza sensores avançados para monitorar o ambiente em tempo real, permitindo que o veículo trafegue sozinho em áreas urbanas a até 60 km/h.
Os motoristas poderão desfrutar de atividades como assistir filmes ou ler livros, enquanto o carro assume o controle total da direção, incluindo aceleração, frenagem e a manutenção de uma distância segura dos demais veículos.
Desempenho superior?
Diferentemente do Autopilot da Tesla, que exige que o condutor mantenha as mãos no volante, o STLA AutoDrive dispensa o contato físico com o volante e pedais, oferecendo uma experiência de direção mais autônoma.
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Além disso, o sistema da Stellantis promete funcionar bem à noite e em condições climáticas adversas, como chuva leve, graças a um sistema automatizado de limpeza de sensores, garantindo a eficiência.
Acima de 60 km/h, o sistema oferece funções de assistência ao condutor de Nível 2, como controle de cruzeiro adaptativo e centralização de faixa, e os motoristas serão notificados antes da ativação.
Segurança e regulamentação
A segurança é fundamental em sistemas de direção autônoma, e a Stellantis afirma ter realizado testes rigorosos no STLA AutoDrive, utilizando sensores de alta precisão para garantir a leitura do ambiente.
Embora faltem detalhes específicos sobre os critérios de teste e os dados de desempenho, espera-se que o sistema tenha redundâncias e protocolos de falha segura, além de medidas para garantir a segurança cibernética.
As regulamentações sobre carros autônomos variam entre os mercados, e o STLA AutoDrive foi desenvolvido para atender ao Nível 3 de automação, com a Stellantis trabalhando para garantir a compatibilidade em diferentes países.
A responsabilidade em caso de acidentes é um ponto crucial, e sistemas autônomos geralmente seguem algoritmos que priorizam a segurança, com a Stellantis não divulgando detalhes sobre suas decisões éticas.
Até o momento, não há controvérsias sobre segurança ou regulamentação, mas a empresa enfrentará desafios para provar a eficácia do sistema, e a transparência é essencial para construir a confiança dos consumidores.
A Stellantis ainda não divulgou quais veículos receberão o sistema, mas testes foram realizados em um Jeep Wagoneer, e a tecnologia será adaptável a todas as marcas do grupo, incluindo Fiat, Citroën e Ram.