
A Dongfeng, marca chinesa de veículos elétricos, apresentou, pouco antes de começar sua operação no mercado brasileiro, novos detalhes sobre a novidade que estará presente nas próximas gerações de carros da marca: a produção de baterias de estado sólido, marcada para ocorrer no segundo semestre de 2026.
O que a tecnologia apresenta
A notícia chega poucos meses antes do desembarque da marca no mercado brasileiro, previsto para acontecer a partir de agosto. Segundo a Dongfeng, que adotará a sigla DFM como identidade comercial, a nova tecnologia será capaz de entregar até 1.000 km de autonomia, além de uma densidade energética de 350 Wh/kg, consideravelmente maior que outras baterias de lítio oferecidas no segmento.
O avanço tecnológico oferecido pela Dongfeng promete oferecer um aumento expressivo na autonomia sem a necessidade de alterar o tamanho ou peso dos equipamentos das baterias. A marca afirma que as novas baterias estão entrando em uma nova fase de industrialização. A expectativa é que os novos modelos equipados com a tecnologia cheguem ao mercado chinês após a produção em larga escala.
Entre as vantagens da nova tecnologia, destacam-se uma maior densidade energética, recargas mais rápidas e ganhos adicionais em segurança. A mudança indica que foi dada a largada à corrida tecnológica entre as marcas, principalmente na China, saindo dos protótipos e avançando para projetos de produção.

Posicionamento no mercado
A novidade reforça a competição entre as marcas chinesas pela liderança da nova geração de baterias para os eletrificados. Fabricantes como BYD, CATL, Changan e SAIC também vêm apresentando ofensivas para entrarem na produção de baterias sólidas ou semissólidas. Embora a nova tecnologia ainda enfrente algumas dificuldades financeiras e de estabilidade, o setor considera as baterias de estado sólido uma das principais evoluções nos dias atuais.
Estreia no Brasil
A estreia brasileira da Dongfeng está prevista para o mês de agosto, utilizando a identificação DFM para facilitar o reconhecimento da marca entre os consumidores brasileiros. Os primeiros modelos apresentados por aqui serão o hatch compacto elétrico Box, que poderá disputar no mercado com o BYD Dolphin Mini, e o SUV Vigo. Ambos utilizam baterias LFP convencionais e chegam prometendo autonomia, tecnologia e preços competitivos para disputar com outras marcas chinesas já estabelecidas.
A fabricante também vem demonstrando interesse em utilizar a capacidade produtiva de fábricas já instaladas no Brasil, mas que não possuem muito movimento. A ideia não é novidade, e já vem se apresentando como uma tendência crescente de cooperação entre montadoras chinesas e grupos automotivos com operações no Brasil.
*Estagiária sob supervisão