Zion Suzuki: nascido nos EUA, filho de mãe japonesa e pai ganês
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Zion Suzuki: nascido nos EUA, filho de mãe japonesa e pai ganês

O  Brasil passou para as oitavas de final na Copa de 2026 nesta segunda-feira (29) após vencer do Japão de 2 a 1. A seleção japonesa não demonstrou fraqueza contra o time verde amarelo.

Na defesa, estava  Zion Suzuki, que carrega no  sobrenome uma das marcas mais tradicionais do setor automotivo.

De uma simples fábrica de teares no início do século XX a uma das principais fabricantes de veículos, a Suzuki, construiu sua reputação baseada em inovações e confiabilidade aos consumidores, reconhecida pelos seus compactos e motocicletas no segmento off-road.

O início de um sonho

Sua história inicia em 1909, quando Michio Suzuki, filho de pais agricultores que trabalhavam com plantações de algodão, fundou a Suzuki Loom Manufacturing Company, com foco em produção de teares para a indústria têxtil, um setor já reconhecido no Japão e que, na época, movimentava a economia do país.

Porém, em 1933, a empresa, que já tinha fama internacional e exportava suas máquinas para vários países asiáticos, foi obrigada a interromper suas atividades, após o Japão sofrer boicotes por ter forjado ataques e culpar os chineses com o pretexto de invadir o país.

Com isso, foi isolado diplomaticamente pela Liga das Nações (órgão antecessor à ONU).

Os primeiros passos

Com as mudanças no mercado, Michio não ficou satisfeito com a decadência de sua criação e decidiu se aventurar pela primeira vez no setor automotivo, criando seu primeiro automóvel.

No entanto, com o início da Segunda Guerra Mundial, a empresa foi obrigada a ajuda na produção de armamentos e munições para o país. Com o fim do conflito, Suzuki seguiu com o projeto de desenvolver veículos.

Nesta época, boa parte da população optava por meios de transporte fáceis para o dia a dia e com custo benefício acessível.

No início da década de 1950, a Suzuki desenvolveu o motor Power Free de 1 cilíndro com ciclo dois tempos e 36 cc que podia ser equipado em qualquer bicicleta, o primeiro passo da marca no universo das duas rodas.

O sucesso foi certeiro e, em 1954, já produzia cerca de 6 mil motores por mês.

O combustível no país asiático passou a aumentar a cada dia, e as fabricantes tiveram de achar uma solução para que isso não afetasse nas vendas.

As montadoras passaram a investir em carros compactos, categoria criada pelo governo em 1949 para diminuir as dimensões dos automóveis de maneira que seus impostos também abaixassem.

Suzulight, o primeiro compacto da marca
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Suzulight, o primeiro compacto da marca


Expansão mundial

Em 1955, a Suzuki Motor Corporation criou o Suzulight, seu primeiro automóvel de produção em série com uma carroceria pequena e um motor de apenas 16 cv. No mesmo ano, a empresa também apostou no ramo de motocicletas e apresentou a Colleda, sua moto de 1 cilíndro e 124 cc.

A expansão da marca mundialmente foi rápida, e seguiu forte coma produção de motocicletas. Para marcar sua presença no mercado global, a Suzuki decidiu começar a participar de competições mundiais, como a Isle of Man, na Grã-Bretanha, vencendo pela primeira vez em 1961.

Ao longo das décadas de 1960 e 70, a marca continuou investindo em sua imagem ao redor do mundo coma inauguração de fábricas nos Estados Unidos e na Tailândia. No Brasil, a história da marca foi escrita apenas em 1990, inicialmente coma importação de veículos e motocicletas. O Jimny, por exemplo, já chegou a ser fabricado no Catalão, em Goiás, entre 2012 e 2021.

Lançamentos e produção global

Voltando para 1970, o maior lançamento para a marca na época foi o Jimny. Com proposta off-road, o jipe demonstrava inovações raramente vistas no mercado como tração nas quatro rodas.

O veículo teve sucesso imediato no Japão e se tornou um dos modelos mais emblemáticos da Suzuki. Já no segmento de motocicletas, a marca decidiu criar a linha GT, que também ajudou a consolidar sua reputação, com os modelos GT-380 , GT-550 e GT-750.

GT-380
Gabriel Marazzi/iG
GT-380


Durante os anos 1980, a Suzuki intensificou sua produção global por meio de parcerias estratégicas. O destaque fica para a General Motors, que comprou 5,3% da empresa para ampliar as comercializações no mercado norte-americano. No mesmo ano, a segunda geração do Jimny foi lançada, equipando um design muito mais espaço e sendo fabricado sob licença por várias montadoras.

Em 1984, surge a linha que consolidou a marca como uma das principais no segmento de motos, a GSX-R, que equipava um motor de 4 cilindros e apresentava 59 cv de potência.

Ao longo dos anos, a marca seguiu investindo em dimensões reduzidas e baixo consumo de combustível, com modelos como Swift, Vitara, Grand Vitara e SX4, que chegaram no mercado Europeu e Latino.

Nos últimos anos, a Suzuki aposta em baixas emissões e eletrificação, expandindo seu portfólio mundial e mantendo seu diferencial competitivo. Depois de um século, a fabricante segue como uma das mais tradicionais na indústria automotiva japonesa, ainda cultivando sua proposta de baixo custo benefício e eficiência para o ciclo urbano.

Aos nossos rivais japoneses, o que fica é um sonho que ainda pode ser conquistado no futebol daqui a 4 anos, mas que não apaga sua luta e garra aos olhos do mundo inteiro nesta etapa.


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