
A China, pela primeira vez, ultrapassou a marca de 1 milhão de veículos exportados em um único mês, no caso, em junho de 2026. O recorde reforça a expansão da comercialização da China em diversos países e posiciona o país como uma das principais potências no setor automotivo.
Alta nas importações
O desempenho, que cresceu principalmente pela venda de carros híbridos e elétricos, impulsionou as importações totais chinesas em 27%, sendo capaz de ultrapassar o recorde obtido no ano passado. No entanto, os altos números assustam os Estados Unidos e a União Europeia com a crescente dependência global pelo mercado chinês, podendo adotar barreiras comerciais para prejudicar o país.
A China não é referência apenas nos automóveis. O país também vem sustentando a indústria de semicondutores, exportando aproximadamente 32 bilhões de circuitos integrados no período divulgado, impulsionada principalmente pela corrida global de investir na expansão de tecnologias e infraestrutura voltada à Inteligência Artificial.
O que isso muda no mercado
De acordo com a consultoria Gavekal Dragonomics, as exportações chineas corresponderam por 24% das vendas totais nos quatro primeiros meses de 2026, o maior registro desde que o país passou a fazer parte da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2011.

Marcas chinesas como BYD e Omoda & Jaecoo estão em plena expansão mundial, reduzindo a participação de mercado de marcas europeias já conhecidas no mercado. A Volkswagen, por exemplo, apresentou recentemente um plano de restruturação que prevê um c orte de quase 100 mil empregos que abrigam aproximadamente 670 mil funcionários. Apesar da empresa ter descartado, por enquanto, o fechamento de quatro fábricas, o futuro destas unidades segue sendo uma icógnita.
Este cenário alimenta o medo da onda chamada “China Stock 2.0”, uma expressão usada para descrever o fenômeno de exportações chinesas que provocam impactos semelhantes aos vistos nos anos 2000, quando diversos produtos do país foram comercializados mundialmente e transformou diversas economias.
O governo brasileiro segue insistindo no plano de recomposição das cotas de veículos elétricos estrangeiros e nas taxas de importação , já que, a partir de julho, carros eletrificados e híbridos passarão a pagar o teto de 35% adicionado nos impostos.