
A GWM prepara a chegada do Tank 400 ao Brasil como mais um passo na expansão da família de SUVs off-road da marca no país. O modelo será equipado com a arquitetura híbrida plug-in Hi4-T e, segundo a confirmação feita pela operação brasileira, também receberá tecnologia flex, seguindo a estratégia já adotada no Tank 300 e em outros híbridos da fabricante.
O Tank 400 o cupa uma faixa acima do Tank 300 em porte e proposta. Com quase cinco metros de comprimento, carroceria sobre chassi e tração 4x4 com reduzida, o SUV foi desenvolvido para combinar capacidade fora de estrada com um nível de conforto e tecnologia mais próximo de modelos premium.
A GWM ainda não divulgou preço, data exata de lançamento nem a ficha técnica definitiva da configuração brasileira. Os números conhecidos hoje vêm das especificações oferecidas em outros mercados e servem como referência do que o modelo pode entregar por aqui.
Hi4-T preserva a mecânica de um 4x4 tradicional
A arquitetura Hi4-T é a mesma família tecnológica utilizada pelo Tank 300 vendido no Brasil. A diferença para sistemas híbridos voltados apenas à eficiência está na preservação de uma configuração mecânica pensada para uso fora de estrada.
O conjunto combina motor 2.0 turbo a combustão, motor elétrico, transmissão automática híbrida de nove marchas e sistema de tração integral com reduzida.
No Tank 300 brasileiro, essa arquitetura trabalha com bloqueios eletrônicos de diferenciais e diferentes modos para terrenos de baixa aderência. A GWM classifica o Hi4-T como a solução de sua família híbrida destinada justamente aos usos off-road mais exigentes.
Versão internacional passa dos 400 cv
Na especificação internacional utilizada como referência, o Tank 400 Hi4-T combina o motor 2.0 turbo a um propulsor elétrico e entrega potência combinada na faixa dos 408 cv, com cerca de 750 Nm, ou 76,5 kgfm de torque.
O desempenho acompanha os números: a aceleração de zero a 100 km/h fica próxima de 6,8 segundos, apesar do porte e da construção robusta.
A bateria tem 37,1 kWh, capacidade elevada para um híbrido plug-in e próxima daquela empregada no Tank 300 Hi4-T comercializado atualmente no Brasil. No modelo menor, a mesma capacidade de bateria proporciona 74 km de autonomia elétrica homologada por aqui.
Para o Tank 400, os dados internacionais indicam autonomia elétrica que pode superar 100 km dependendo do ciclo de homologação, mas esse número ainda não deve ser tratado como autonomia brasileira até que a GWM divulgue a medição pelo Inmetro.
Quase 5 metros e foco no off-road
O Tank 400 chama atenção pelo porte e pelo desenho bastante quadrado.
A carroceria se aproxima dos cinco metros de comprimento, com proporções típicas de um SUV construído para transmitir robustez. A arquitetura sobre chassi, os para-lamas pronunciados e a altura elevada reforçam a proposta mais voltada ao uso fora de estrada.
Por dentro, a configuração internacional traz painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e central multimídia de 16,2 polegadas, além de acabamento mais sofisticado e uma lista extensa de assistências eletrônicas.
O Tank 400 entra acima do Tank 300, que atualmente custa R$ 342 mil na configuração PHEV Flex e chega a R$ 350 mil na série TerraForce .
Tecnologia flex foi desenvolvida para o Brasil
A adoção da motorização flex segue um caminho que a GWM vem ampliando rapidamente no país.
O Tank 300 PHEV Flex foi apresentado em abril como o primeiro híbrido plug-in flex da marca e combina motor 2.0 turbo, motor elétrico, 394 cv e 750 Nm. A tecnologia foi desenvolvida com participação da engenharia brasileira e permite o uso de gasolina ou etanol.
A empresa também já adotou a solução em toda a linha Haval H6 produzida em Iracemápolis (SP).