Proteção veicular para motos: veja como funciona

Modalidade mutualista atende motociclistas fora do seguro tradicional, mas exige atenção a regras, coberturas, indenização e assistência 24 horas

Honda CG160 Special Edition
Foto: Divulgação/Honda
Honda CG160 Special Edition

A moto virou ferramenta de trabalho para milhões de brasileiros, mas contratar um seguro tradicional nem sempre é simples. Em muitos casos, motociclistas encontram preços altos, restrições de perfil ou até negativa de cobertura, especialmente quando usam o veículo para entregas ou outros serviços profissionais.

Nesse cenário, a proteção veicular aparece como alternativa para quem busca alguma forma de amparo em caso de roubo, furto, colisão, perda total ou pane. A modalidade costuma ter mensalidade mais acessível e adesão menos burocrática, mas não deve ser confundida com seguro.

Segundo o Ministério dos Transportes, as motocicletas já representam 28% da frota nacional, com mais de 34 milhões de unidades em circulação. O crescimento é puxado pelo menor custo de compra, economia no uso diário e possibilidade de geração de renda.

Por que o seguro de moto é mais caro

O custo mais alto tem relação direta com o risco. Motos estão mais expostas a roubos, furtos e acidentes do que automóveis. Para as seguradoras, isso aumenta a chance de indenização e torna a contratação mais cara.

Muitos trabalhadores utilizam suas motocicletas sem seguros e ficam expostos enquanto trabalham ou se locomovem
Ubirani Pinho, CEO da associação de proteção veicular TODOS Protegidos.


Segundo ele, parte das seguradoras tradicionais evita atender motociclistas profissionais ou aplica preços mais altos para esse público, justamente pela maior permanência no trânsito.

Como funciona a proteção veicular

A proteção veicular funciona por meio de associação. O motociclista não contrata uma apólice individual com seguradora. Ele se torna associado de uma entidade baseada no mutualismo.

Na prática, os participantes fazem pagamentos mensais que formam um fundo coletivo. Quando um associado sofre um evento previsto no regulamento, os recursos são usados para cobrir o prejuízo, conforme as regras da associação.

Por isso, o principal cuidado é entender exatamente o que está sendo contratado. Antes de aderir, é importante verificar quais situações estão cobertas, quais são as exclusões, como funciona a indenização, se há participação do associado no prejuízo e quais são os prazos de atendimento.

Preço menor é o principal atrativo

A mensalidade costuma ser o maior argumento da proteção veicular. De acordo com Ubirani, esse modelo permite custos menores quando comparado ao seguro tradicional, além de ter processo de adesão simplificado.

Entregadores são público importante

A proteção veicular tende a ganhar espaço entre motociclistas profissionais. Dados do IBGE apontam que 1,1 milhão de pessoas trabalhavam com motocicletas no Brasil em 2024.

Para esse público, perder a moto pode significar ficar sem renda. Por isso, além da cobertura contra roubo, furto e colisão, serviços de assistência também pesam na escolha.

Entre os recursos oferecidos podem estar guincho, socorro mecânico, troca de pneus, recarga de bateria, chaveiro e atendimento em caso de pane seca.