A sobrevida do Versa
Eduardo Rocha
A sobrevida do Versa

Versa se renova

Sedã da Nissan é redesenhado e ganha frente na mesma linha do Kait

por Miriam Santillán

Autocosmos.com/México

Exclusivo no Brasil para Auto Press

Em geral, a conta com carros compactos é difícil de zerar. Como atuam em segmentos que o preço é fundamental para as vendas, as margens de lucro das fabricantes são bem apertadas. Exatamente por isso, muitos modelos ficam por mais tempo no mercado que os carros de outros segmentos, que costumam ficar cinco ou sete anos. Enquanto isso, os compactos recebem um ou dois facelifts para se atualizar e animar as vendas. Foi isso que aconteceu com o sedã compacto Nissan Versa.

No Brasil, o modelo funciona como um complemento de gama para a marca. Como é fabricado no México, recebe incentivos fiscais e consegue chegar a preços competitivos e emplacar cerca de 500 unidades/mês em média. Com a mudança, o sedãzinho parou de ser exportado para os Estados Unidos, mas ainda justifica com sobras sua produção: No México, o modelo é o veículo mais vendido nos últimos 15 anos.

Na frente, o sedã adota o family-face global da marca japonesa, ao estrear a nova grade e a nova faixa de frente, enquanto os faróis dianteiros em led ficaram bem finos. Nesse ponto, traz detalhes bem semelhantes aos do SUV compacto brasileiro Kait. As lanternas, também em led, mantiveram basicamente o mesmo formato externo, mas com as divisões internas modificadas. Ele conta também com novas rodas de alumínio de 17 polegadas, que lhe dão uma postura mais sólida na estrada.

No habitáculo, não houve grandes mudanças no visual. A versão topo de linha avaliada, destacam-se uma tela sensível ao toque de 12,3 polegadas, compatível sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, um painel de instrumentos digital TFT de 7 polegadas, carregador sem fio e um sistema de áudio Bose com oito alto-falantes.

Sob o capô, o Nissan Versa manteve a base mecânica pré-facelift. Traz o motor 1.6 litro aspirado, que ganhou quase 9,6 cv com gasolina e agora rende 119,6 cv, com os mesmos 15,2 kgfm de torque. Quando chegar ao Brasil, a potência pode ser reduzida por conta dos padrões de emissões do Proconve L8, que são bem rígidos.

A empresa japonesa também fez ajustes específicos foram na suspensão e transmissão para melhor suportar as condições de rodagens mais severas, como as que são encontradas tanto no Brasil quanto no México. A calibração busca maior durabilidade estrutural e melhor absorção de irregularidades. O novo Nissan Versa deve ser lançado no Brasil no início do segundo semestre desse ano.

Primeiras impressões

Dinâmica aprimorada

A suspensão do novo Nissan Versa ficou muito macia e relaxada, o que ampliou bastante o nível de conforto a bordo. O melhor é que mesmo sendo menos rígida, e enfrentou as curvas do trajeto, que era bem sinuoso, exibindo um comportamento muito estável. Nessas mesmas condições, o movimento da carroceria o modelo pré-facelift se manifestava bem mais.

O câmbio CVT do sedã passa a oferecer modo esporte e apresenta uma progressividade mais suave. Para as arrancadas, as relações mais curtas ajudam dão mais disposição. Já nas acelerações e retomadas, as reações do motor ficaram mais rápidas, o que facilita ultrapassagens e os ganhos de velocidade.

O banco dianteiro manteve o conceito Zero Gravity, em que apoio o corpo em diversos pontos para distribuir o peso e dar melhor suporte, principalmente em viagens mais longas. Só que aqui ele aparece redesenhado, o que ampliou o conforto. O novo Versa manteve tecnologias de assistência ao motorista – ADAS – como alerta de colisão com frenagem autônoma, de ponto cego, de tráfego cruzado traseiro e de saída de faixa.

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