Com até 3 anos e 30 mil km, carro seminovo pode ser boa opção. Confira razões que vão ajudar a escolher um usado no lugar do novo

Comprar um carro seminovo ou um zero quilômetros? Cada um tem suas vantagens, mas em tempos de crise, o usado fica bem mais atraente.
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Comprar um carro seminovo ou um zero quilômetros? Cada um tem suas vantagens, mas em tempos de crise, o usado fica bem mais atraente.

É de praxe. Se há uma discussão sobre carros, logo irá aparecer alguém falando: “Não compre carro novo, sempre dá para pegar um usado bem melhor e por menos grana”. E essa pessoa tem toda a razão. Com a depreciação dos novos e a situação de crise na economia, comprar um zero quilômetro é um luxo que poucos podem pagar. Por isso que as vendas de carros seminovos e usados subiram 21% no primeiro semestre do ano, enquanto o mercado dos novos caiu 21,5%.

“Com a atual crise econômica, veículos zero quilômetro, por custarem mais caro, ficam fora de cogitação para a maior parte da população brasileira”, explica José Félix, responsável pela área de varejo do Grupo DEKRA, especializado em serviços de inspeção e vistoria veicular. “Nos primeiros anos de uso, os modelos zero sofrem a maior desvalorização de sua vida útil. Neste cenário, optar por um carro seminovo pode ser a escolha mais inteligente”.

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Quando Félix fala em seminovos, ele especifica os carros com até três anos de uso e com menos de 30 mil quilômetros rodados. “Tomando alguns cuidados, como checagem da procedência e a vistoria do veículo, é possível comprar um seminovo em boas condições, com segurança e comodidade”, complexa Félix. Confira cinco razões para optar por um carro usado no lugar de um zero quilômetro:

Pague menos, leve mais

O carro mais barato do Brasil, no momento, é o Fiat Palio Fire , por R$ 30.040. No entanto, mesmo passando dos R$ 30 mil, é um carro que vem sem ar-condicionado, rádio ou vidros elétricos. Com esse mesmo valor, é possível comprar um carro seminovo bem acima, com mais equipamentos e motor melhor. Se procurar bem, encontra-se até algumas boas ofertas, como um Volkswagen Gol 1.6 Trendline ou até mesmo um Peugeot 208 1.5 com alguns opcionais.

Menor perda na troca

No momento em que compramos um carro, ele já perde boa parte de seu valor. A desvalorização segue forte por até três anos, quando estabiliza. Trocar de automóvel logo depois disso significa perder boa parte do dinheiro gasto. Ao optar por um carro seminovo, a depreciação inicial já passou, o que significa menos perda para o comprador – algo importante para quem tem o hábito de trocar rapidamente de veículos.

Bater não é tão ruim assim

É seu primeiro carro? Vá para um seminovo. O custo de manutenção é menor do que um veículo novo e é mais fácil de encontrar peças – quando o Hyundai HB20 foi lançado, a espera por algumas peças para reparo chegava até três meses. Também há o aspecto psicológico: como o carro custou menos, inconscientemente o dono irá dirigir com mais tranquilidade, sem o stress causado pelo medo de bater o veículo novo em folha. Sem essa barreira, o risco de cometer um erro é menor.

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Menos taxas

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, também conhecido como IPVA, é calculado sobre o valor do automóvel. Isso significa que, como o usado vai perdendo valor de mercado, o valor do imposto do carro seminovo vai diminuindo junto. Além disso, um veículo novo precisa ser registrado, enquanto o seminovo pede apenas pela transferência do documento, um custo muito menor do que o de registro.

Defeitos resolvidos (ou parte deles)

Um carro novo não é garantia de não ter dor de cabeça com defeitos. Em alguns casos, um modelo recém-lançado pode ter um defeito crônico que, dependendo da marca e da gravidade, pode demorar anos para ser resolvido. Com um carro seminovo, a chance desse problema já ter sido solucionado em um recall é muito maior e o dono anterior já teve a tarefa de ficar esperando uma concessionária arrumar a falha. Se for um problema sem solução, basta escolher outro modelo e fugir do mico.

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