Veja o que você precisa saber antes de assinar o cheque da compra do carro usado


Para fazer um bom negócio ao comprar um carro usado é preciso ter uma série de cuidados
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Para fazer um bom negócio ao comprar um carro usado é preciso ter uma série de cuidados

Não é à toa que as vendas de carros usados sempre foram maiores que as dos novos. Pelo preço de um zero quilômetro dá para comprar um seminovo em bom estado, mais equipado, e ainda sobra uma grana. Mas é preciso saber separar o joio do trigo a hora da escolha. Há muita oferta de usados no mercado, mas apenas alguns deles realmente valem a pena. Acompanhe a seguir sete dicas sobre como não cair numa fria.

1 – Observe se o carro ainda está na garantia

 Um ponto importante a ser observado quando o assunto é carro usado é a questão da garantia estendida (de até 6 anos) que algumas fabricantes oferecem. Ou seja, há muito usado por aí com garantia de fábrica ainda válida. "Isso está ajudando a tornar os usados mais atraentes para pessoas que sempre tiveram o hábito de se preocupar com garantia”, explica Paulo Garbossa, da consultoria ADK Automotive.

Outra questão lembrada por Garbossa é que "quando aumentam o preço do carro novo, o valor do seminovo não acompanha na mesma proporção, leva mais tempo para ficar mais caro", diz o consultor. Na hora da escolha também vale considerar o nível de segurança que o carro oferece de acordo com os rankings oficiais. E se quer um modelo econômico, consulte a lista do Inmetro .

2- Verifique se a pintura está uniforme

Pintura do carro usado deve estar sempre uniforme, no mesmo tom e sem ondulações
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Pintura do carro usado deve estar sempre uniforme, no mesmo tom e sem ondulações

 Sempre veja o carro escolhido em um dia bem iluminado. Também é importante que a lataria esteja seca. Então dê uma boa olhada no estado geral da carroceria e veja se a pintura está no mesmo tom em todas as partes do carro. Se destoar, pode ser sinal de que precisaram repintar determinada área do carro, possivelmente por causa de uma batida.

 Riscos, amassados e afins também significam que o carro não foi bem cuidado. Portanto, aumentam as chances de que outros itens também apresentem problemas. Fique atento.

3 – Será que a quilometragem é real?

Às vezes, a quilometragem indicada não corresponde ao estado geral do carro. É bom ficar de olho
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Às vezes, a quilometragem indicada não corresponde ao estado geral do carro. É bom ficar de olho

Não se impressione muito com a baixa quilometragem. Alguns itens podem mostrar se ela é mesmo verdadeira.  Um deles é o estado geral do interior, o que inclui o nível de desgaste dos pedais, volante, bancos, alavanca de câmbio, painel, entre outros. Também vale a pena ver se o carro tem manual e se existem carimbos das revisões com a indicação da quilometragem.

 Pneus de marcas desconhecidas, ou diferentes em alguma das rodas, também podem indicar que certa quilometragem pode ter sido adulterada. Além disso, quadro de instrumentos mal encaixado, com danos, ou com o visor muito riscado representa outro indício de adulteração.

4 – Dirija o carro e veja se a parte mecânica está boa

Fique atento às reações do carro e aos barulhos durante uma volta no quarteirão
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Fique atento às reações do carro e aos barulhos durante uma volta no quarteirão


Dando uma volta no quarteirão é possível notar se o motor está respondendo bem, sem barulhos estranhos que podem implicar em desgaste excessivo. Peça ajuda de um mecânico para identificar possíveis defeitos. Vazamentos e fumaça azulada saindo pelo escapamento são alguns dos mais graves.

 Fuja também de carros com embreagem patinando e com câmbio de engates difíceis. Barulhos na suspensão e instabilidade nas curvas podem implicar em molas e amortecedores em mau estado, ou folgas nos braços e barras do sistema.

5 – Dê preferência para marcas bem vendidas

O tamanho da rede de concessionárias e o volume de vendas de determinada marca é relevante por causa das seguintes questões: disponibilidade de peças, custo de manutenção e valor do seguro.

Se o carro for de uma marca que já deixou de vender no Brasil , é esportivo e tem poucas concessionárias autorizadas, é bem provável que você esteja levando um mico para casa.

6 – Não se esqueça da procedência

Idoneidade do vendedor particular deve ser verificada antes de fechar o negócio
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Idoneidade do vendedor particular deve ser verificada antes de fechar o negócio

Se for comprar de lojas independentes, prefira as que têm mais tradição no mercado, com espaço adequado e que não tenham sido frequentemente citadas em sites como o Reclame Aqui. O mesmo vale para as concessionárias. Nos dois casos, devem ser oferecidas garantias para motor e câmbio.

No caso do vendedor ser particular o risco de ter problemas é maior.  Por isso, jamais faça depósitos ou realize adiantamentos sem ter certeza da idoneidade do vendedor.

7 – Documentação também é importante

Esta é uma parte mais complicada. Portanto, um bom despachante vai facilitar bastante a sua vida. Cobram, em média, algo em torno de R$ 200.  Mas a questão mais relevante é a assinatura da Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV), que fica no verso do Certificado de Registro de Veículo (CRV).

Este documento é recebido pelo proprietário ao comprar o carro novo e é aquele que as concessionárias costumam orientar que fique guardado em casa. 

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