O nome desta nova motocicleta produzida em Manaus é forte, vem de uma geração de vencedoras no rali Paris-Dakar, na África, nos anos 80

Honda Africa
Divulgação
Honda Africa

Quando, há 40 anos, a Honda começou a produzir motocicletas no Brasil, a marca já importava alguns dos melhores modelos fabricados no Japão, a exemplo da linha de quatro cilindros, como a CB 750 , a CB 500 , a CB 400 e a CB 550, além de outros ícones do início dos anos 70, como a CB 500T e a XL 250 Motorsport , esta última a única verdadeiramente fora de estrada da linha. Nesse campo a rival Yamaha ia mais longe, com uma família maior de foras-de- estrada, a linha DT.

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Na época da nacionalização dos modelos, a Yamaha também saiu na frente, com a DT 180, no que a Honda seguiu, um ano depois, com a tão esperada XL 250R . Como o mundo inteiro, nesse momento, estava ligado nas atividades de fora de estrada com motocicletas, o que incluía as provas de enduro, esse segmento se fortaleceu.

Contando apenas com a “xiselona” para esse tipo de utilização (havia também a “xiselinha”, com motor 125), nos anos 80 os fanáticos por motos “babavam” nas revistas e catálogos do exterior. Eu era um deles. Apesar da minha notória preferência pelo asfalto, a curiosidade me fez ficar fãzaço de uma trail em especial, a Africa Twin . A Honda XRV 650V, esse era seu nome técnico, era de uma família diferente da XL , pois tinha motor de 650 cm 3 em “V” (a XL era monocilíndrica).

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A Africa Twin 650 foi lançada em 1988, após duas grandes vitórias do piloto francês Cyril Neveu no rali Paris-Dakar, com o protótipo NXR 750 , em 1986 e 1987. Em 1989 veio a versão definitiva XRV 750, que entrou para a galeria de motocicletas históricas da marca. Foi produzida até 2003, quando o segmento ficou bem representado pela XL 1000V, a Varadero, importada pela Honda entre 2007 e 2009. Sua sucessora por aqui foi a XL 700V Transalp , produzida em Manaus desde 2011. Com a descontinuação desta, finalmente, teremos a Honda CRF 1000L , a novíssima Africa Twin.

Da Africa Twin original, a nova motocicleta só tem o nome. Como o próprio nome pode sugerir, a nova Africa Twin não tem motor em “V”, mas sim um bicilíndrico em linha (o “L” do nome), cujos pistões trabalham com uma defasagem de 270 o . Ou seja, ele não é como o motor da CB 400 , cujos pistões sobem e descem juntos (360 o ), nem como o motor da CB 500 , cujos pistões sobem e descem alternadamente (180 o ).

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Esse motor tem potência de 90,2 cv e torque de 9,3 kgfm. Disponível em duas versões, a normal, que custará R$ 64.900, e a Travel Edition , que já virá com as três malas originais, as laterais e a de bagageiro, e que terá preço de R$ 74.900. Para quem quiser ver de perto a nova motocicleta da Honda , a Africa Twin estará exposto no estande da marca no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que começa amanhã, 10/11.

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