Rara versão esportiva do hatch médio vinha com motor 2.0, de 16 válvulas, com 137 cv, potência para atingir 206 km/h, de acordo com a fabricante

A década de 80 foi marcante para o mercado de esportivos nacionais. Nesse período houve uma renovação de estilo e a chegada de novos modelos e configurações. Um dos precursores da nova escola foi o Passat TS, um carro europeu que fez sua estreia e conquistou o mercado ainda em meados dos anos 70. Mas, na década de 90, um dos destaques ficou por conta do Fiat Tipo Sedicivalvole.

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Nesse sentido, alguns esportivos icônicos como o Puma GTB, idêntico ao da matéria da semana passada, deram lugar a um novo conceito, baseado em motores de quatro cilindros, além do tamanho compacto e acerto de suspensão mais voltado à proposta de contornar curvas com emoção, como o Fiat Tipo Sedicivalvole.

A década de 90 manteve a tradição. Modelos como Gol GTI, GTI 16V, Escort XR3 e Kadett GSi marcaram época. Nesse sentido, a Fiat teve um papel importante, já que lançou os primeiros esportivos equipados com turbocompressor de fábrica: Uno Turbo e Tempra Turbo, a próxima pauta da coluna. 

Mas também se destacou com uma versão aspirada que até hoje faz muita gente sonhar alto. O Tipo Sedicivalvole trazia carroceria de duas portas, rodas de 15 polegadas e uma customização até discreta, mas que podia despachar a maior parte dos carros nacionais da época.

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Pegada de esportivo

Sob o capô, o carro vinha com um moderno motor de 2 litros, 16V e 137 cv a 6.000 rpm, suficiente para fazê-lo atingir os primeiros 100 km/h em 9,8 segundos com velocidade máxima de 206 km/h, números expressivos na década de 90.

 O acabamento também tinha seus diferenciais. Os bancos esportivos traziam listras azuis que identificavam a versão. Já o paine reto, destacava-se pela quantidade de informações ao motorista, algo que faz falta em muitos modelos atuais.Outra particularidade interessante do Sedicivalvole é o fato de ter chegado ao Brasil na rara configuração de três portas.

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A tocada agrada bastante já que o motor enche rápido e logo mostra a que veio. O câmbio tem bom escalonamento e o hatch italiano é nervoso com destaque para o comportamento nas curvas. Vale dizer que a vida dos esportivos nacionais não era nada fácil naquela época, com várias opções de compra, estilo e motorização.

Semana que vem eu volto falando do irmão turbinado do Tipo Sedicivalvole: o lendário Tempra Turbo. Nos falamos.

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