Ford Ranger tirou três estrelas de cinco para proteção de adultos e quatro para proteção de crianças.
Divulgação/Latin NCAP
Ford Ranger tirou três estrelas de cinco para proteção de adultos e quatro para proteção de crianças.

O Latin NCAP apresentou hoje os novos resultados de seu crash-test, usando a picape Ford Ranger r enovada e o sedã Chevrolet  Sail à prova em caso de colisão. São os primeiros modelos a serem avaliados seguindo os novos protocolos da entidade. A Ranger tirou três estrelas para proteção dos passageiros adultos e quatro para crianças. Já o Sail ( que não é vendido no Brasil) zerou na nota para adultos e obteve duas estrelas para crianças. A próxima rodada de testes será apresentada em junho.

O resultado da Ford Ranger é muito estranho. Alejandro Furas, secretário geral do Latin NCAP, disse a picape não possui controle de estabilidade (ESC) de série, item necessário para que obtenha nota acima de três estrelas. Isso aconteceu porque a regra do Latin NCAP é usar o modelo menos equipado oferecido em algum país da América Latina.  Porém, tanto aqui quanto na Argentina, a Ranger possui controle de estabilidade de série, oferecido como parte do pacote AdvanceTrac e sete airbags. Só que o modelo testado é o mexicano, que em sua versão mais barata conta com apenas três airbags e ABS, nada de controle de estabilidade. Mesmo com essa confusão sobre a versão, Furas elogiou a proteção oferecida pela cabine.

A General Motors recebeu uma bronca do Latin NCAP por ser o quarto modelo da marca a zerar no teste, ao lado de Aveo (a geração antiga, ainda à venda na Argentina), Spark e o finado Agile . Fabricado na China e montado na Colômbia, o sedã é vendido sem airbags e sua estrutura deformou muito na colisão, lesionando o motorista. Só ganhou duas estrelas para crianças por possuir ISOFIX para ancoragem de cadeirinhas infantis.

Metodologia usada pelo Latin NCAP no teste de colisão frontal
Divulgação/Latin NCAP
Metodologia usada pelo Latin NCAP no teste de colisão frontal

O teste do Latin NCAP é realizado com uma batida frontal a 64 km/h contra uma barreira deformável, atingindo 40% da dianteira do veículo do lado do motorista. É o equivalente a uma colisão entre dois veículos em que cada um viaja, aproximadamente, a 55 km/h. O resultado é medido pelos sensores instalados nos bonecos e pelo nível de deformação da estrutura do veículo.

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