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Supercarro fabricado em 1991é um dos apenas 1.311 exemplares que foram fabricados até hoje. Ter sido do famoso guitarrista ajuda a subir o preço

Ferrari F40
Divulgação
Ferrari F40

Um dos supercarros mais importantes fabricados até hoje está à venda. Trata-se da Ferrari F40 do guitarrista  Eric Clapton, que é colecionador dos carros da marca italiana. É um exemplar impecável, fabricado em 1991, com apenas 6.800 milhas rodadas e que está sendo oferecido pelo equivalente a US$ 1,14 milhão, o que corresponde a mais de R$ 3,6 milhões. Somente 1.311 exemplares da F40 foram fabricados e o fato do modelo ter sido de Clapton o valorize ainda mais.

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O superesportivo foi comprador pelo músico em 2003 e recebeu um sistema de alimentação completamente restaurado em 2008. Está em perfeiras condições, já que Clapton é considerado um dos colecionadores da marca mais renomados. E ganhou certificação de originalidade da própria fábrica, em Maranello (Itália).

Alguns detalhes sobre a F40

 A Ferrari F40 foi apresentada em 1988, ano em que o fundador da marca, Enzo Ferrari, veio a falecer. Foi fabricado para comemorar os 40 anos da marca italiana com tecnologia de ponta para a época. Entre outros itens, vem com motor V8 3.0, sobrealimentado por duas turbinas IHI (Ishikawagima Heavy Industries), gerando 478 cv. Isso ficou marcado como uma das maiores potências específicas em carros feitos em série no final dos anos 80, de 160 cavalos por litro de cilindrada. São números suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos e atingir nada menos que 324 km/h, de acordo com os números oficiais.

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Como não poderia deixar de ser, o câmbio é manual, de cinco marchas, com o tradicional trilho em "H" no assoallho. Os bancos são do tipo concha, iguais aos carros de competição, com cincos de quatro pontos. E o volante tem três raios, com o cavalo empinado da Ferrari no centro.  O F40 foi um dos últimos carros da fabricante italiana com faróis escamoteáveis, abolidos no modelo substituto, o F50.   

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Outra característica importante da F40 é que a carroceria foi projetada em túnel de vento com ajuda de técnicas usadas em caças supersônicos para melhorar a parte aerodinâmica. Além disso, por dentro, um dos únicos itens de conforto é o ar-conducionado. De resto, tudo parece ter vindo de um legítimo carro de corrida para economizar peso. Não há sistema de som, nem mesmo márquinas de vidro ou maçanetas, substituídas por simples cordões presos nas portas. 

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