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Lista inclui modelos que saíram da linha de montagem das principais fabricantes, em várias épocas, até os dias atuais. Respire fundo e confira

Não é à toa que os interiores dos carros têm se tornado cada vez mais importantes. Os longos congestionamentos acabam obrigando a ficar um bom tempo dentro do carro. Portanto, além de confortável, o visual agradável e a ergonomia perfeita têm merecido bastante atenção nos projetos das fabricantes. A questão da conectividade, com centrais multimídia sofisticadas, também está na ordem do dia nos estúdios de estilo. Mas, nem sempre conseguem chegar a interiores que agradam. Confira abaixo 5 exemplos dos painéis mais feios que se tem notícia até os dias atuais.

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1- Toyota Etios

Painel do Toyota Etios em foto de estúdio
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Toyota Etios 2017: o painel é funcional, mas menos emocionante que muitos dos carros vendidos no Brasil até hoje

Seu interior é minimalista, ou seja, todos os recursos são fáceis de localizar e acessar. Porém, a questão da redução de custo do projeto acabou prejudicando a estética e a ergonomia do carro por dentro, inclusive do painel . Vale lembrar que o modelo da Toyota foi concebido para ser vendido em países emergentes, como a Índia e o Brasil, e a questão do baixo custo foi primordial.

Entretanto,  o hatch tem um das melhores  realçõs entre custo-benefício do segmento no Brasil e foi recebendo melhorias com o tempo. Tem um público fiel, atraído pela robustez do compacto que também tem custos acessíveis de manutenção e boa agilidade. Oferecido a partir de R$ 46.650, o modelo da base da linha até que vem bem equipado e o 1.5 Platinum, de topo, oferece opcionais muito interessantes, deixando o compacto da marca bem completo para sua categoria.

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2- Lifan 320

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Lifan 320: o painel do chinês parece um palhaço, pelo posicionamento de suas partes e o Mickey Mouse, nos mostradores

Mais um mal-afortunado da saga dos clones de carros. Nem os automóveis escapam dos impiedosos chineses quando vão servir de inspiração para suas “próprias criações”. O Lifan 320 que foi vendido no Brasil, o parasita espiritual do Mini Cooper, não seguiu com o exclusivo design de interior do hatch inglês e optou por, ao invés disso, tentar seu próprio desenvolvimento.

O baixo número de vendas tirou o carro-chefe da Lifan de linha em 2013, com vendas registradas ainda em 2014. Como muitos chineses, zerou testes de segurança, como o Latin NCAP, além das peças de reposição demorarem para chegar (às poucas concessionárias existentes) após a encomenda.

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3- Fiat Multipla

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Fiat Múltipla: a sopa de instrumentos italiana que segue uma desastrosa receita no seu painel

Se houvesse um medidor de esquisitice neste site, o caso do Multipla mereceria destaque.  O mostrador, que concentra todos as luzes de aviso do carro, está junto aos seletores do ar-condicionado, integrados aos instrumentos do painel, ao lado das saídas de ar e logo acima do câmbio. Juntos e misturados em um desenho esquisito de interior, recebe uma cor padrão roxa para a superfície do painel (que está suspenso na cabine), prata para o seu miolo e bege na parte de baixo. Ufa!

Curiosamente, a minivan foi um sucesso na Europa entre os anos de 1999, o início de sua produção e 2010, quando a última unidade saiu da linha de montagem. Procurado principalmente por taxistas e famílias que precisavam de bastante espaço interno, o carro era uma opção versátil e seus custos de manutenção um dos mais baratos da categoria, já que muitas peças partilhavam com mais lideres de venda da marca, como o Fiat Brava, vendido também no Brasil entre os anos de 1999 e 2003.

4- Citroën DS21

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Citroën DS21: futurista, mas bizarro, o painel do carro francês de luxo devia dar desgosto à "Classe A" francesa

Apesar de ser uma marca bastante engajada no design harmônico e moderno, nenhuma das duas qualidades vale. Futurista, mas bizarro, o volante de um raio só é desnecessário e a manopla do câmbio “enfiada” em cima da caixa de direção, não torna seu manuseio mais fácil (pelo menos não o suficiente para justificar a perda de harmonia dos comandos do carro). De resto, não há nada que salve o interior de cair nessa lista. 

O carro é aerodinâmico e tem um estilo executivo, com linhas futuristas no exterior e sistemas mecânicos avançados para a sua época (foi o primeiro carro de produção a ser equipado com freios a disco e, além disso, tinha sistemas hidráulicos na direção, transmissão, suspensão e embreagem). O resultado é um conforto absoluto ao dirigir. Para os DS 21, modelo do volante que não condiz com o carro (com carro nenhum, na verdade), havia o opcional de transmissão automática de 3 marchas.

5- Cadillac Allanté

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Cadillac Allanté painel desenvolvido pela bem sucedida Pininfarina mostra que até os bons podem errar

Quem melhor na hora de proporcionar luxo e requinte nos interiores de carro do que os americanos? Carros grandes em tamanho de carroceria, motor, consumo elevado e outros exageros.  A Cadillac, junto a outras empresas, sempre foi uma das maiores referências para o american way of life.  Após a crise do petróleo, parte da “magia” dos carros exagerados que produziam, perdeu-se. Com isso, versões polêmicas de esportivos surgiam, bem como modelos de luxo diminuídos em tamanho em relação aos antecessores e, também, outros como o Cadillac Allanté, cujo interior era um grande clichê dos anos 80.

Projetado pelo estúdio de design italiano Pininfarina, responsável pelos desenhos da alguns esportivos da Ferrari, nem a consagrada empresa saiu ilesa das tendências estranhas dos anos 80. O painel do conversível tem mais botões do que uma nave espacial. Seu volante tentava, assim como o console e a alavanca do câmbio automático, dar um aspecto futurista, mas não embelezavam o carro.