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Variação anormal no nível do óleo pode causar elevações na rotação do motor, aumentando chances de acidentes

Fiat Toro: picape passa por mais um recall, o quarto em menos de dois anos do lançamento,  em fevereiro de 2016
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Fiat Toro: picape passa por mais um recall, o quarto em menos de dois anos do lançamento, em fevereiro de 2016

Este ano foi marcado por muitos recalls no Grupo Fiat-Chrysler (FCA). Dessa vez, a marca convoca proprietários de 9.603 unidades da Fiat Toro, fabricadas entre 2016 e 2018, a comparacerem às concessionárias para a realização de inspeções. De acordo com comunicado oficial da fabricante, o sistema de gerenciamento do filtro de diesel da picape poderá apresentar alteração do nível do óleo lubrificante do motor. Apenas unidades equipadas com câmbio manual, de seis marchas (MT6) e motor a diesel foram afetadas.

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Ainda conforme a Fiat, a variação anormal do nível de óleo pode causar a elevação da rotação do motor, aumentando as chances de acidentes, com consequentes riscos ao motorista, demais ocupantes do veículo e terceiros. Os veículos inspecionados terão direito à troca gratuita do óleo do motor e do filtro, assim como a atualização da mensagem do quadro de instrumentos do veículo. O tempo estimado para o reparo da Fiat Toro é de quatro horas, também diz a fabricante.

Este não é o primeiro recall da Toro em 2017. Em outubro, aproximadamente 223 unidades da picape equipadas com motor 2.4 Tigershark flex e câmbio automático foram convocadas. Uma falha foi identificada no sistema de injeção do motor, oferecendo risco de perda de potência em retomadas de velocidade, ou ultrapassagens.

Os números de chassi, não sequenciais das unidades da Fiat Toro envolvidas no recall são os seguintes: A50484 a B73045 (apenas unidades com motorização diesel e câmbio manual de seis marchas).

Fiat Argo: outro modelo da FCA que passou por recall em 2017. No hatch, houve uma falha no chicote do sistema elétrico
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Fiat Argo: outro modelo da FCA que passou por recall em 2017. No hatch, houve uma falha no chicote do sistema elétrico

No começo do mês, 21.778 unidades do Fiat Argo foram chamadas por falha no chicote elétrico do volante de direção. Foi identificada a possibilidade de rompimento desse componente por conta de um provável esmagamento provocado pela cobertura do airbag, podendo provocar sua desativação e, em casos extremos, o acionamento involuntário do airbag do motorista.

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Na mesma campanha de chamamento, ainda foram convocados os modelos Palio, Uno, Grand Siena, Fiorino, Strada e Mobi para a substituição da caixa de marchas. A trava de segurança, responsável pela fixação do pino de sustentação das engrenagens satélites no diferencial, pode romper provocando desprendimento da peça e, em alguns casos, comprometendo o controle de estabilidade e dirigibilidade. O reparo dura aproximadamente quatro horas.

Compareça aos recalls

A PROTESTE (Associação Brasileira de Defesa ao Consumidor) fez um levantamento sobre recall automotivo no Brasil. E os números assustam.. Em abril de 2017, a Toyota realizou uma campanha de chamamento sobre defeito no sistema de airbag, com risco de morte para os ocupantes do veículo. Mais de 223 mil proprietários foram convocados e apenas 6.464 compareceram nos primeiros dois meses.

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Em outubro de 2015, a GM convocou proprietários do Cobalt e do Prisma por falha no cinto de segurança. Na ocasião, 121 mil veículos foram convocados, mas, no site do Procon de São Paulo, quase dois anos depois não há informação de comparecimento. Os dados preocupam, uma vez que os problemas apresentados envolvem risco de vida. 

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