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Os aniversariantes no evento são o popular 2CV (70 anos) e o aventureiro Méhari (50 anos), que serão exibidos junto a outros clássicos da marca

Todos os carros estarão reunidos ao lado do Citroën C3 Aircross 2018, de modo a contrastar o passado com o presente
Divulgação
Todos os carros estarão reunidos ao lado do Citroën C3 Aircross 2018, de modo a contrastar o passado com o presente

A Citroën apresenta modelos clássicos no salão Rétromobile 2018, que se inicia hoje e se estenderá até o dia 11, em Paris (França). O evento é uma comemoração aos 70 anos do 2CV - que tal como o Volkswagen Fusca, foi o carro popular da França - e os 50 anos do Méhari, um SUV compacto off-road que tinha carroceria de plástico e usava como base a plataforma do 2CV. Além disso, a marca expõe, também, o protótipo do “Fusca francês”, de 1939, chamado TPV.

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Pesando apenas 525 kg, devido a sua carroceria de plástico, o Méhari não sofre com corrosão como outros carros
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Pesando apenas 525 kg, devido a sua carroceria de plástico, o Méhari não sofre com corrosão como outros carros

Outros clássicos que aparecem na celebração, desta vez pertencentes a colecionadores, são: C4F Large (1931), Traction Avant 11AL Cabriolet (1935), Traction Avant 11BL Coupé (1938) e CX 2000 Super (1979). Todos os carros estarão reunidos ao lado do Citroën C3 Aircross 2018, de modo a contrastar o passado com o presente. Segundo declarações oficiais, o evento será, também, um prólogo de outra celebração, que acontecerá em 2019, em comemoração aos 100 anos de existência da montadora que se consolidou mundialmente após o grande divisor de águas 2CV.

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Tributo à história e exaltação ao patriotismo francês

Citroën 2CV: uma história de sucesso na Europa e um dos precursores do conceito de carro simples para o dia a dia
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Citroën 2CV: uma história de sucesso na Europa e um dos precursores do conceito de carro simples para o dia a dia

Após o mundo se chocar, em 1934, com o revolucionário Citroen Traction Avant (o primeiro carro de produção bem sucedido com tração dianteira), o 2CV, em 1948, veio para alavancar o faturamento da marca. Uma vez que trouxe um motor, quatro rodas e um volante ao perfil de comprador mais numeroso de todos, a classe trabalhadora, a montadora acabou por se consolidar como uma força expressiva entre outras marcas, como a Volkswagen e a Fiat.

No centro, em evidência, o engenheiro francês Pierre Jules Boulanger, que iniciou o projeto em meados da década de 40
Acervo/Citroën
No centro, em evidência, o engenheiro francês Pierre Jules Boulanger, que iniciou o projeto em meados da década de 40

O simpático modelo - com motor bicilíndrico refrigerado a ar de 375 cc e inimagináveis 9 cv de potência - apareceu não só para que os franceses - sedentos por firmar sua identidade perante ao mundo e à si mesmos - não tivessem que contar apenas com o Fusca e o Fiat Topolino, mas para atender ainda mais em alguns quesitos. Por exemplo, o espaço e a maior suavidade ao andar. A montadora ouviu das pessoas que o 2CV deveria ser eficiente no campo, de modo que fosse capaz de, inclusive, cruzar um terreno arado carregando cestas de ovos no porta-malas sem quebrar uma unidade sequer.

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Citroën 2CV em As Aventuras de Tintim. Modelo acabou sendo incorporado à cultura francesa pelo seu sucesso
As Aventuras de Tintim/Hergé
Citroën 2CV em As Aventuras de Tintim. Modelo acabou sendo incorporado à cultura francesa pelo seu sucesso

O visual carismático também elevou o destaque do Citroën 2CV na cultura pop. O modelo fez diversas aparições nas histórias em quadrinhos de As Aventuras de Tintim, do cartunista belga Hergé.

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