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Restaurador alemão transforma modelo original e instala motor 2.7 do Porsche 914, com 210 cavalos de potência

À primeira vista, é nítido que esse Fusca não é um Volkswagen em sua forma original. Tudo é pensado para performance
Divulgação
À primeira vista, é nítido que esse Fusca não é um Volkswagen em sua forma original. Tudo é pensado para performance

A partir do Fusca original já apareceram diversos tipos de modelos (bugue, gaiola e até picape) , mas ainda não tinham resolvido fazer uma versão roadster, de dois lugares e apelo esportivo reforçado, como o que aparece nas imagens da galeria abaixo, fabricado pelo restaurador alemão Memminger.

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Apesar da transformação ter sido radical, basta dar uma olhada no carro para saber na hora que se trata de um Fusca transformado. E que transformação, hein? Além de mais largo e baixo, o pequeno conversível recebeu faróis com lâmpadas de xenônio, dupla saída de escapamento na traseira e rodas de aro 18 montadas com pneus largos.

Por dentro, os bancos com apoios laterais mais largos, volante de três raios e cluster com cinco instrumentos: velocímetro, contagiros, relógio e marcadores da pressão e do nível de óleo do motor. Pelas imagens de divulgação, porém, não há nenhum sistema de som, o que pode facilmente ser mudado em qualquer loja de acessórios.

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Na parte mecânica, a preparação começou com a troca do motor de fábrica pelo 2.7 do Porsche 914, devidamente modificado para chegar nos 210 cavalos, com refrigeração a ar, como não pocderia deixar de ser. Funciona com câmbio manual, de cinco marchas e tração traseira. Ainda não divulgaram dados de desempenho. 

Mas acelerar o carrinho deve ser animador, não apenas pela boa potência, mas porque a estrutura é nova, tubular, com suspensão do tipo McPherson também preparada pela Memminger. Para ajudar na estabilidade nas curvas, os pneus têm 225 milímetros de largura no eixo dianteiro e 255 mm no traseiro.

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Fim de uma era 

O Fusca moderno, feito sobre a mesma base do Golf, também deixou de ser fabricado, no final de novembro ultimo.  O carro era feito no México, mas deixou a linha de montagem em Puebla para priorizar modelos de alta demanda, como os SUVs e crossovers, entre os quais o Tiguan. Além do Fusca também saiu de linha o cupê Scirocco, que não chegou a ser vendido no Brasil.

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Tido como um esportivo, o último Fusca produzido no México tem motor 2.0, turbo, de 211 cv e 28,5 kgfm de torque acoplado ao câmbio de dupla embreagem DSG, de seis marchas. É um conjunto mecânico para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos  e atingir 224 km/h. No Brasil, tinha preço sugerido que partia de R$ 124.700 na última leva. Agora, a partir de 2020, quando começa a chegar a nova família de modelos elétricos da VW, é que poderemos ter uma nova versão do carismático Fusca original. 


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