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Sedã com jeito de cupê, o AMG GT 4-Door é baseado na versão de pista, que desafia os rivais com até 639 cv e 0 a 100 km/h em 3,2 segundos

Lewis Hamilton é a estrela do comercial do Mercedes AMG GT 4-Door, esportivo que toma como base o AMG GT e que será lançado em 2019. Nele, compete com as versões de corrida (AMG GT3 e AMG GT4) e de rua (AMG GT S e AMG GT R), para mostrar que - apesar de ser mais pensado para um uso urbano - segue com o mesmo DNA legítimo da subdivisão de alto desempenho.

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O Mercedes AMG GT 4-Door será vendido em três versões a partir de 2019, cada uma com uma motorização, com estimativa de custar entre R$ 365 mil e R$ 570 mil, dependendo da versão. A de entrada é a 53 AMG, que traz o novo motor M256, um motor de seis cilindros, de 3,0 litros e 435 cv, capaz de levá-lo de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e à velocidade máxima de 285 km/h. Dois compressores são os grandes responsáveis por esses números: um turbo convencional, e o outro tocado por eletricidade - um arranque/alternador entre o motor e o câmbio alimenta o sistema de 48 volts.

Mercedes AMG GT 4-Door: Para os que não abandonam a emoção das pistas, mesmo na cidade
Divulgação
Mercedes AMG GT 4-Door: Para os que não abandonam a emoção das pistas, mesmo na cidade

Seu visual é marcante. Conta com grandes entradas de ar na dianteira e sua grade que vem do Mercedes AMG GT R . Faróis de LEDs completam o design e a harmonia da dianteira. Enquanto isso, na traseira, o aerofólio - que pode ser extensível ou fixo - contribui para os ares agressivos, que chegam para tentar roubar o público do Porsche Panamera e do Maserati Quattroporte.

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A versão intermediária é a 63 AMG, que já parte para um novo patamar de desempenho. Para isso, traz um V8 biturbo de 4,0 litros e 585 cv, resultando em uma aceleração até os 100 km/h em 3,4 segundos e uma velocidade final de 310 km/h. Mas ela ainda é “mansa” se comparada à de topo 63S AMG, que traz o mesmo V8 4.0 biturbo, só que recalibrado para render 639 cv. O acréscimo de brutalidade melhora as coisas para quem quer diversão, uma vez que sua aceleração até 100 km/h passa a ser de 3,2 segundos e o “fôlego” termina nos 315 km/h.

O câmbio é de nove marchas e a tração é integral, em todas as versões, entretanto, a intermediária e de topo usam o câmbio automático de dupla embreagem, para fazer as trocas o mais rapidamente possível e aguentar o torque brutal do motor. Enquanto isso, a versão de entrada utiliza um conversor convencional.

Tecnologia

O AMG traz de série nas versões V8 (e como opcional no seis cilindros) direção ativa no eixo traseiro. Em baixas velocidades, o sistema que esterça ligeiramente as rodas de trás no sentido oposto ao das rodas da frente. Isso diminui o diâmetro de giro do carro e também torna o carro mais ágil no trânsito urbano. Acima de 100km/h, os atuadores eletro-hidráulicos fazem as rodas dos dois eixos esterçarem na mesma direção, aumentando a estabilidade, a segurança e a dinâmica.

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Por fim, enquanto a versão de entrada tem molas helicoidais, nas V8 se encontram a suspensão é a ar. Além disso, outra vantagem das versões mais caras é a tecnologia de desativação de uma bancada de cilindros, para reduzir pela metade o funcionamento do motor e contribuir para uma melhor economia de combustível.

Já no Interior, o sedã segue o novo padrão Mercedes. O quadro de instrumentos e a parte central do painel são distribuídos entre duas telas de 12,3 polegadas, que permitem os três tipos de configuração “Classic”, Sport” e “Supersport”, para o comportamento geral do carro. Além disso, as saídas do ar-condicionado do Mercedes AMG GT 4-Door são iluminadas, bem como traz até controles de iluminação ambiente, climatização e aquecimento dos assentos. O chamado “glass cockpit" vem de série nas versões V8 e como opcional, na de seis cilindros.

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