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Novo coronavírus já contaminou mais de 520 mil no mundo, deixando 23 mil mortos até o momento da publicação desta matéria

A indústria automotiva brasileira ainda está para sentir os impactos do que será a quarentena causada pelo novo coronavírus. A nova síndrome respiratória promete deixar os cidadãos de várias cidades do mundo em confinamento por tempo indeterminado. Conforme o pronunciamento do Ministério da Saúde, a rede do SUS deverá colapsar em meados de abril, com rápida ascensão dos casos de COVID-19 no país.

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Todos os países olham com esperança para a China, já que o gigante asiático conseguiu conter o alastramento em Wuhan após medidas muito duras de “lockdown”. Enquanto a economia do país volta a girar aos poucos, as pessoas já retomam os debates sobre o controle de doenças. 

Com exceção da MERS - síndrome respiratória do Oriente Médio, também causada por um coronavírus - todas as outras epidemias recentes surgiram na China. Este é o caso da SARS , em meados de 2003, e da H1N1 , pandemia que se alastrou em 2009.

Eis a razão pela qual é tão normal ver pessoas de máscaras em países asiáticos, mesmo quando não há um surto em andamento. No continente, é comum que algumas nações tenham até ministérios voltados à prevenção de doenças. Singapura e Coreia do Sul, países em que SARS e MERS se tornaram enfermidades problemáticas, estão se dando bem contra a COVID-19 . Afinal, são mais preparados.

Mudança nos paradigmas da mobilidade?

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Ao menos na China, interesse pelo transporte público se mostra em queda pelo medo de novas contaminações

Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos na China após a queda na curva de contaminações pelo novo coronavírus mostra que a população já dá preferência ao automóvel, e não o transporte público. Dos mais de 1,6 mil entrevistados, 72% se mostram dispostos a comprar um carro para reduzir o risco de contaminações.

Em tempos de car-sharing, Uber e de estímulos para utilizar o transporte alternativo, os chineses se mostram assustados com a possibilidade de contrair uma nova doença. Será que este fenômeno terá reflexo no mercado brasileiro?

O vírus veio para ficar

Antes de tudo, é importante dizer que o coronavírus dificilmente será erradicado no mundo. Trata-se de mais uma espécie, assim como a H1N1, que veio para ficar. Especialistas já antecipam que, nos próximos anos, teremos que tomar vacinas anuais que estejam adaptadas às suas mutações. 

Neste cenário, você entraria no veículo que outro usuário acabou de deixar estacionado na rua por um aplicativo de compartilhamento de carros? A empresa que disponibiliza o serviço terá funcionários suficientes para fazer a higienização dos veículos após o uso, ou isso é uma tarefa do usuário que já paga caro pelo serviço?

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O doutor Daniel Berliner, da plataforma de avaliações médicas online PlushCare, afirma que, enquanto a pandemia durar, tocar em qualquer coisa que tenha sido utilizada por muitas pessoas é perigoso. O mais importante é lavar bem as mãos e utilizar álcool gel quando isso não for possível.


O que está sendo feito no Brasil?

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BeepBeep disponibiliza frota de veículos elétricos na zona sul de São Paulo; confira as novas medidas

A beepbeep, principal plataforma de car-sharing de São Paulo, publicou em seu Instagram que novos procedimentos de higiene estão sendo tomados. “Aumentamos a frequência de limpeza de nossos veículos nas regiões de maior contato com álcool”, diz a nota oficial da empresa, que também orienta hábitos de higiene por parte dos usuários. “Antes de depois de utilizar nossos veículos, lave muito bem as mãos com sabonete líquido e/ou utilize álcool em gel. Não toque os olhos, nariz e boca”.

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Uber anuncia novas medidas de higiene para a proteção do usuário e do motorista parceiro

A ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, ressalta que os serviços para a locação de carros continuam ativos, com agendamento online. Paulo Miguel, presidente do órgão, ressalta que novos procedimentos de higiene estão sendo tomados para proteger o cliente e os colaboradores em todas as locadoras.

Pelo Instagram, o Uber também divulga novas diretrizes de higiene, recomendando que os passageiros sentem no banco traseiro. Lavar as mãos antes e depois de utilizar o app, cobrir a boca e nariz com o braço ao tossir e andar com as janelas abertas são ações recomendadas.

A Grin, plataforma de patinetes elétricos compartilhados, informa que o serviço está suspenso temporariamente. “Nós sempre encorajamos nossos usuários a descobrirem seus bairros, suas ruas, para andar de um jeito diferente e divertido”, informa o app pelo Instagram. “Em nosso caminho, temos desafios que nunca imaginamos enfrentar. Hoje, encorajamos você a viver no seu próprio lar. Vamos diminuir a curva”. 

COVID-19: assunto sério

Independentemente da decisão sobre o compartilhamento de veículos e as diretrizes de higiene, é muito importante que a quarentena seja respeitada. “Dizer que a COVID-19 é uma gripezinha que só mata idosos é falácia”, afirma Felipe Bueno, médico linha de frente de Curitiba (PR). “O isolamento social, neste momento, nos prepara para a guerra. Faz com que as perdas sejam menores”.

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Acompanhe a cobertura completa sobre a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, no iG Saúde .

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