Fiat Fiorino
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Fiat Fiorino é o líder de vendas do segmento que sofreu menos durante a pandemia com o crescimento do comércio eletrônico


Os furgões foram um dos que menos sentiram os impactos da pandemia do covid-19 no Brasil. Pelo menos é o que apontam os números do Renavam. Com 24.517 emplacamentos no 1º semestre, o segmento viu as vendas caírem 23,28% na comparação com o ano passado. Resultado melhor até que o das picapes (-32,17%) e que ajudou a melhorar o desempenho da categoria dos comerciais leves, que viu as vendas recuarem 36,62% no período.

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Dentre os modelos líderes de emplacamentos, a ponta ficou com o Fiat Fiorino (5.256), seguido pelo também brasileiro Renault Master (2.745). Já a terceira colocação ficou com o mexicano Fiat Ducato (2.061), com os uruguaios Peugeot Expert (767) e Citroën Jumpy (734) na quarta e quinta colocações, respectivamente.

Para o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, esse resultado melhor dos furgões está diretamente ligado ao crescimento do comércio eletrônico. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal no início do mês, o setor apresentou alta de 15,6% nas vendas na comparação com maio e 10,3% em relação ao ano anterior.

“Nós já havíamos percebido nos últimos anos essa tendência de crescimento na procura por veículos de carga menores e mais versáteis, que estava ligada ao comércio eletrônico e que ganhou impulso com a maior disposição do consumidor, na pandemia, de fazer compras por meio virtual. E a indústria nacional está muito preparada para atender a essa demanda de produtos, para diversas aplicações”, avaliou Moraes.


Cenário futuro

Nissan
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Renault Kangoo ZE é uma das poucas opções de utilitários modelos da eletricidade no Brasil, que ainda tem muito a evoluir no segmento


Somente entre os meses de maio e junho, o segmento de furgões viu os emplacamentos passarem de 1.745 para 3.461 unidades. Salto de 98,34% em 30 dias e que aponta para um movimento de retorno à normalidade.

Mas apesar desse resultado aparentemente positivo, o presidente da Anfavea destaca que o momento é de cautela entre as montadoras. A expectativa é de cinco anos para o retorno do mercado aos níveis pré-covid-19, o que deve atrasar o lançamento de novas opções de furgões com propulsão elétrica no mercado brasileiro, tipo de modelo que já é relativamente comum no exterior e que ganha cada vez mais opções.

“A indústria já vinha se preparando para a eletrificação. Mas com essa crise, será necessário congelar investimentos. Isso não significa parar de investir, mas uma redefinição nos prazos. Até porque existe também o impacto no consumidor final”, completou.

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De qualquer forma, a presença dos furgões elétricos e eletrificados ainda é tímida no mercado brasileiro. A chinesa BYD emplacou desde o início do ano apenas quatro unidades do seu modelo elétrico T3. Já a Renault oferece o Kangoo Z.E ., mas em oferta limitada e apenas para empresas.

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