Veículo autônomo de carga
Divulgação
Veículo autônomo de carga é algo que vai se tornar cada vez mais comum nos EUA, onde o volume de carros nas ruas tende a reduzir


Um levantamento realizado pela consultoria KPMG nos Estados Unidos comprova que a pandemia do novo coronavírus gerou impactos significativos na relação entre as pessoas e os automóveis.


Para fazer essa projeção sobre as mudanças na relação das pessoas com os carros , a consultoria avaliou fatores como os padrões de circulação de pessoas, de consumo e também a flexibilização nos modelos de trabalho nesses meses de pandemia.

Além do impulso ao comércio eletrônico, várias empresas nos Estados Unidos já sinalizaram que pretendem seguir com o home office por um período mais longo de tempo, fazendo cair assim a demanda por veículos para deslocamentos diários. 

Com essas mudanças, a consultoria estima que a concentração de carros por domicílio no país, que hoje é de 1,97, caia para 1,87 veículos até 2025. Em números absolutos, significaria de 7 a 14 milhões de veículos a menos nas ruas.

Por outro lado, a avaliação da KPMG para o mundo pós-pandemia prevê que a consolidação do comércio eletrônico siga impulsionando também o mercado de veículos comerciais, acelerando inclusive o desenvolvimento de veículos autônomos, que no lugar do transporte de passageiros irão transportar cargas.

E no Brasil?

Carro usado
Reprodução
Dois terços das lojas de usados já está voltando a recuperar o mesmo patamar de vendas antes da pandemia do novo coronavírus


Embora no Brasil ainda não exista um estudo prevendo os efeitos da pandemia no longo prazo, no curto prazo a procura por automóveis segue alta. Principalmente o mercado de usados, que segundo a Fenabrave fechou agosto com 917.259 automóveis e comerciais leves negociados. Melhor resultado de 2020.

De acordo com um levantamento da Instacarro, plataforma que faz a intermediação na venda de carros , dois terços de um total de 465 lojistas de todo o Brasil ouvidos pela empresa já recuperaram o patamar médio de unidades comercializadas no período anterior à pandemia do novo coronavírus.

Ainda conforme o levantamento, apenas 14% estão pessimistas e pensam que a recuperação das vendas de suas lojas acontecerá apenas em 2021 – esse indicador era de 29,41% em junho.

“Como muitos estados e municípios começaram a adotar planos de flexibilização do comércio antes de julho, os lojistas puderam aproveitar para retomar os números positivos nas vendas, além de continuarem com seus canais digitais tanto para compra de estoque quanto para venda”, explica Luca Cafici, CEO da InstaCarro.

O levantamento é realizado pela empresa de forma contínua desde abril de 2020 para analisar o impacto da pandemia no segmento de venda de automóveis. No total, participam da pesquisa 465 lojas de veículos de todas as regiões do país cadastradas na plataforma. 

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