BMW M3 e M4
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BMW M3 e M4: nova geração dos esportivos da marca alemã chega com altas doses de tecnologia e desempenho


A BMW apresenta a sexta geração de seu lendário esportivo M3, que traz a reboque a segunda geração do cupê M4. São dois carros para chocar quem tem a cabeça fechada para exotismos: a tradicional grade em formato de duplo rim aparece "hipertrofiada", descendo até a base do para-choque. E mais: pela primeira vez seus elementos internos são horizontais e não verticais.


Quem já torcia o nariz para os BMW da era Chris Bangle (americano que ditou o estilo dos carros da marca entre 1992 e 2009) vai gostar menos ainda das criações de Domagoj Dukec, teuto-croata que assumiu o comando do departamento de design em abril do ano passado.

As linhas dianteiras dos novos M3 e M4 já vinham sendo antecipadas pelos mais recentes carros-conceito da marca, como o Concept 4 e o i4. E, de certa forma, o duplo rim espichado é uma volta ao que se via nos míticos modelos 328 (1936-1940), 501 (1952-1958) e nos cupês 2000 C/CS (1965-1969).


Desde o lançamento dos atuais BMW Série 3 (G20), no Salão de Paris de 2018, as novas versões M eram ansiosamente esperadas pelos fãs da marca. Mais do que nunca, o desenho do M3 se afastou do Série 3 básico - o esportivo está para a versão normal como Hulk está para o dr. Bruce Banner.

Não bastando a grade, saltam aos olhos as saídas de ar e vincos no capô dianteiro, os para-choques bombados, as bitolas e para-lamas alargados e os faróis diferentes dos usados nos Série 3 comuns. Completando o visual externo, temos saias laterais, um spoiler na tampa do porta-malas e quatro bocas de escape. No interior, há fibra de carbono até na parte de trás dos bancos tipo concha.

Fato é que ninguém ficará indiferente, o que já é uma vitória para qualquer designer. Nas fotos, o M3 é mostrado na cor de lançamento "verde Ilha de Man", enquanto o M4 aparece em "amarelo São Paulo" - o designer Dukec, diga-se, já morou na capital paulista.

Enquanto os saudosistas ficam babando de saudades das gerações E30 e E36 dos anos 80 e 90 ("Aqueles sim eram bonitos!", dirão), vamos aos detalhes mecânicos dos novos descendentes, que têm os codinomes F80 (o M3, com quatro portas) e G82 (o cupê M4).

Pela primeira vez, o M3 deixará de ter tração apenas nas rodas dianteiras e passará a oferecer tração integral (na versão Competition, a ser lançada em 2021). É a transmissão xDrive, emprestada pelo atual BMW M5. Quem quiser, poderá configurar o sistema para riscar apenas com as rodas de trás, como Deus mandou.

Os puristas vão adorar saber que o M3 mantém a opção de câmbio manual, com seis marchas - uma raridade nesses tempos de caixas automáticas ou automatizadas. Mas atenção: a versão automática com oito marchas consegue ser mais rápida nas arrancadas, graças ao launch control...

E tem o motor, ingrediente principal dos M3 e M4. Como na geração anterior desses modelos, trata-se de um seis-em-linha 3.0 twin-turbo - mas é um propulsor com turbo, injeção e até curso modificados, chamado de S58, que estreou nos utilitários (realmente) esportivos X3 M e X4 M . Há duas versões: 480cv de potência e 56,1kgfm de torque, e uma ainda mais braba com 510cv e 66,2kgfm.

Podem acelerar de 0 a 100km/h em 4,1 e 3,8 segundos, respectivamente, e representam um aumento de 53cv e 57cv em relação ao antigo motor S55.

A plataforma CLAR é basicamente a mesma do atual Série 3 (G20) e Série 4 (G22), mas com braços de suspensão de alumínio, bitolas mais largas e reforços estruturais, além de aros de 19" com pneus 275/40 e 285/35 para segurar os carros no chão.

Já estão a caminho, um BMW M4 cabrio e, pela primeira vez, uma M3 Touring - uma wagon para famílias que voam baixo. O sedã M3 será o primeiro a chegar ao Brasil, no primeiro semestre do ano que vem.

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