SSC Tuatara: média de 455,3 km/h, estabelecendo um novo recorde mundial de velocidade entre os superesportivos atuais
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SSC Tuatara: média de 455,3 km/h, estabelecendo um novo recorde mundial de velocidade entre os superesportivos atuais


Em outubro, a americana SSC ( Shelby Super Cars ) impressionou o mundo do automóvel ao afirmar que o seu supercarro Tuatara havia batido o recorde mundial de velocidade para carros de produção, tendo atingido 508,73 km/h. Mas não demorou para que a façanha acabasse virando polêmica, com a fabricante se comprometendo a executar uma nova corrida para confirmar a quebra de recorde.

E essa nova tentativa aconteceu no último dia 17 de janeiro, com o resultado oficial sendo divulgado pela SSC na última quarta-feira (27). Para ser válido, o veículo precisa executar a corrida em duas direções diferentes, sendo que é a média dessas duas passagens é que conta para o recorde.

Nas provas, feitas no Kennedy Space Center, na Flórida (EUA), o SSC Tuatara atingiu 279,7 mph (450,1 km/h), na primeira passagem, e 286,1 mph (460,4 km/h), na segunda passagem, o que garantiu a média de 282,9 mph (455,3 km/h).

Embora a nova marca seja inferior à obtida em outubro passado, o novo resultado foi suficiente para garantir que o supercarro — equipado com um motor 5.9 V8 biturbo, que chega a 1.774 cv quando abastecido com o etanol "E85" — se tornasse o mais veloz do mundo.


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A marca anterior era do sueco Koenigsegg Agera RS , modelo equipado com um motor de 1.341 cv que atingiu 447,2 km/h em 2017. Em 2019, um Bugatti Chiron modificado pela fábrica chegou a ultrapassar os 490 km/h na pista de Ehra-Lessien (Alemanha). Mas a façanha não voi válida para efeito de recorde, já que a corrida foi feita em apenas um sentido da pista.

Apesar do resultado do SSC Tuatara, o recorde de velocidade absoluta em solo segue intocado desde 1997. Foi neste ano que o Thrust SSC , equipado com dois motores a jato Rolls-Royce Spey 202 (vindos de um caça McDonnell Douglas F-4 Phantom II) atingiu a velocidade de 1.227,985 km/h no deserto de Nevada (EUA). Marca que pode estar ameaçada quando o Bloodhound LSR , da britânica Grafton LSR, estiver preparado para a sua tentativa.

Polêmica


A 1ª tentativa de recorde havia sido executada em Las Vegas (EUA), com o piloto profissional Oliver Webb no comando do SSC Tuatara. Mas na ocasião críticos questionaram a veracidade dos dados de GPS divulgados pela empresa e até a edição do vídeo da façanha.

Nesta nova tentativa, quem pilotou o supercarro foi o próprio proprietário da máquina, Larry Caplin. Para evitar novos questionamentos sobre o resultado do SSC Tuatara , os dados foram validados pela Racelogic, fabricante do equipamento de medição VBox.

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