Toyota Etios 2018
Divugalção/Toyota
Toyota Etios 2018

O Toyota Etios chegou ao Brasil em setembro de 2012, em carrocerias hatch e sedã, e foi o primeiro modelo produzido na fábrica de Sorocaba (SP). Desenvolvido para mercados emergentes, estreou com motores 1.3 e 1.5 e virou a porta de entrada da marca em volume no País.

Ao longo da trajetória, a linha teve mudanças graduais de acabamento e uma atualização técnica mais ampla em 2016, quando adotou novo painel e ampliou a oferta de transmissões.

As vendas ao público foram encerradas em abril de 2021, enquanto a produção seguiu para exportação até agosto de 2023.

Nesta reportagem, o Portal iG Carros revisita a trajetória do Etios na série “Geração sobre rodas”, da estreia que inaugurou a planta paulista às atualizações de segurança e ao fim do ciclo industrial.

1ª fase (2012–2015) | Lançamento, preços e identidade controversa

O Etios estreou com preço inicial de R$ 29.990 e um conjunto mecânico simples, com câmbio manual de cinco marchas e foco em custo de uso.

Toyota Etios
Divulgação/Toyota
Toyota Etios

A linha também ficou marcada pelo painel de instrumentos centralizado, solução que dividiu opiniões desde a chegada.

Entre os argumentos práticos, o sedã se destacava pelo porta-malas de 562 litros, enquanto o hatch oferecia 263 litros, o que mantinha a proposta urbana com apelo familiar.

Em segurança, o Etios passou por avaliação do Latin NCAP ainda em 2012 e registrou quatro estrelas para ocupantes adultos e duas para crianças, dentro do protocolo vigente no período.

2ª fase (2016–2019) | Virada técnica, câmbios e pacote de segurança

A principal mudança da carreira brasileira veio na linha 2017, apresentada em 2016.

Toyota Etios 2018
Divugalção/Toyota
Toyota Etios 2018

O Etios ganhou evolução de motores, passou a oferecer câmbio manual de seis marchas e estreou transmissão automática de quatro marchas, para ampliar a gama para o público que buscava automáticos na faixa de entrada.

A cabine também mudou: o painel analógico deu lugar a um conjunto digital, em tentativa de reduzir rejeição ao projeto original e modernizar a convivência diária.

Houve ainda revisões de direção elétrica, suspensão e isolamento acústico, segundo balanços da própria montadora ao longo do ciclo.

Em 2018, a Toyota celebrou 500 mil unidades produzidas do Etios no Brasil e citou que o modelo havia sido o mais vendido da marca no País em 2017, somando as duas carrocerias (o que surpreende, já que a montadora é dona do sucesso de vendas Corolla). 

Na segurança, a linha avançou com a adoção de controles eletrônicos e, em 2019, o Etios voltou a ser testado pelo Latin NCAP, alcançando quatro estrelas para adultos e crianças no protocolo mais recente.

O relatório citou estrutura do habitáculo e área dos pés como “instáveis”, apesar do bom desempenho em partes do ensaio.

3ª fase (2020–2023) | Saída das lojas, exportação e fim da produção

Com a reorganização do portfólio, e a consolidação do Yaris no espaço de compacto “civil”, o Etios perdeu versões e relevância no varejo.

Toyota Etios Aibo
Divulgação
Toyota Etios Aibo

Em março de 2021, a Toyota confirmou o encerramento das vendas no Brasil a partir de abril. A produção foi mantida para exportação a mercados da América Latina. 

A decisão foi vinculada à necessidade de “equalizar volumes” na fábrica para a introdução de outro produto, segundo comunicado da empresa.

A montadora também afirmou que manteria revisões e fornecimento de peças para a frota circulante.

Em agosto de 2023, a Toyota anunciou o encerramento definitivo da produção do Etios em Sorocaba a partir de 31 de agosto.

A empresa citou que a preparação da linha para um novo compacto híbrido flex.

No balanço do ciclo, a empresa apontou mais de 680 mil unidades produzidas em 11 anos e mais de 240 mil exportadas desde 2013.

Legado

O Etios ficou como o modelo que inaugurou uma das principais plantas da Toyota no País e ampliou a presença industrial da marca fora do eixo do Corolla.

Ao mesmo tempo, virou exemplo de projeto que ganhou sobrevida com atualizações técnicas e de segurança, antes de ser deslocado pela mudança de preferência do mercado e pela reorganização da produção em Sorocaba.

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