Híbridos usados perdem mais valor que elétricos e a combustão

Modelos com motor a combustão + elétrico desvalorizaram 0,883% em agosto e lideraram as quedas; elétricos de segunda mão tiveram recuo de 0,470%

Carro elétrico em estação de carregamento com o cabo de alimentação conectado
Foto: AVC Photo Studio/Adobe Stock
Carro elétrico em estação de carregamento com o cabo de alimentação conectado

Os híbridos usados foram os carros que mais perderam valor em agosto entre as categorias acompanhadas pelo Índice Webmotors. A queda nos preços anunciados foi de 0,883%, superior à dos usados a combustão, de 0,646%, e à dos elétricos de segunda mão, de 0,470%. O levantamento acompanha mensalmente as oscilações dos anúncios publicados na plataforma.

Apesar de liderarem a desvalorização, os híbridos usados tiveram um resultado menos negativo que o de julho, quando os preços recuaram 1,024%. A diferença foi de 0,141 ponto percentual, indicando uma redução no ritmo de queda.

A comparação entre as motorizações mostra que híbridos e elétricos tiveram comportamentos distintos no mercado de usados. Enquanto os primeiros registraram a maior retração, os modelos exclusivamente a bateria perderam menos valor que os carros a combustão naquele mês.

Elétricos usados têm queda próxima da metade

A depreciação dos elétricos usados passou de 0,937% em julho para 0,470% em agosto, ficando próxima da metade do percentual anterior. Foi a maior redução na intensidade da desvalorização entre os grupos apresentados no levantamento.

Em julho, os elétricos seminovos haviam perdido mais valor que os usados a combustão. Em agosto, essa relação se inverteu: os modelos a bateria tiveram queda 0,176 ponto percentual menor.

É importante entender que isso não significa que os elétricos usados voltaram a se valorizar. Os preços continuaram caindo, mas em ritmo mais lento. Também se trata de uma comparação mensal, que não representa a perda acumulada desde a compra de cada veículo.

Híbridos e elétricos novos seguem caminho oposto

Entre os eletrificados zero-quilômetro, a desvalorização ganhou força. Os híbridos novos passaram de uma queda de 0,283% em julho para 0,476% em agosto, aumento de 0,193 ponto percentual na depreciação.

Nos elétricos novos, o recuo foi de 0,455%, ante 0,131% no mês anterior. Assim, os dois grupos terminaram agosto com quedas maiores que a dos carros novos a combustão, cujo índice ficou em 0,328%.

Os números também aproximaram a desvalorização dos elétricos novos e usados. A diferença entre eles foi de apenas 0,015 ponto percentual em agosto. Nos híbridos, os usados continuaram perdendo valor em ritmo mais intenso que os modelos novos.

Usados a combustão mantêm ritmo de desvalorização

Entre os usados a combustão, a queda de 0,646% em agosto ficou praticamente estável em relação aos 0,654% de julho. Segundo a Webmotors, a desvalorização dos seminovos e usados permanece acima da média histórica, após atingir em julho o maior nível em 12 meses.

No índice geral, que reúne veículos novos e usados, os preços recuaram 0,629% em agosto, contra 0,643% no mês anterior. O resultado mostra uma pequena desaceleração da queda no conjunto do mercado acompanhado.

Para Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, o cenário reforça a importância de analisar os preços dos usados.

O comportamento dos preços em agosto reforça a importância de analisar o mercado de usados a partir de uma perspectiva mais ampla. O índice permanece em um patamar de desvalorização acima da média histórica. Esse quadro mostra que as condições de preço continuam sendo um fator importante para consumidores, lojistas e demais agentes do setor


O índice considera valores anunciados, e não necessariamente os preços finais de venda. Na negociação de um veículo específico, versão, quilometragem, conservação e procura pelo modelo também influenciam a avaliação.