Chegada do DGR 2021 São Paulo, em frente ao Estádio do Pacaembu
Emilião
Chegada do DGR 2021 São Paulo, em frente ao Estádio do Pacaembu

Na manhã do último domingo, quem saiu às ruas provavelmente cruzou com grupos de distintos cavalheiros, vestindo distintos trajes, pilotando suas distintas motocicletas. Trata-se de mais uma edição do DGR – Distinguished Gentleman’s Ride (ou, em nosso idioma, o passeio dos distintos cavalheiros) –, a décima, desde que o evento foi criado, em 2012, na Austrália.

A idéia original de amenizar a imagem negativa que muitas vezes os motociclistas têm, dependendo da região, se transformou em uma forma de angariar fundos para a conscientização do câncer de próstata e de problemas psicológicos masculinos.

Estou entre Paulo, com sua Kawasaki ZR-1 “street fighter”, e Emilião, com sua “sete galo”
Werner S
Estou entre Paulo, com sua Kawasaki ZR-1 “street fighter”, e Emilião, com sua “sete galo”

A ação acontece simultaneamente em todo o mundo, cada grupo ou cada cidade adotando suas próprias formas de organização, mas sempre mantendo a individualidade de cada participante. Neste ano, por causa das restrições devido à pandemia, em São Paulo os grupos rodaram totalmente independentes, sem, contudo, deixarem de se agrupar, na saída e na chegada.

Uma bela Honda CB 360 1974, equipada com guidão do tipo “morcego”
Gabriel Marazzi
Uma bela Honda CB 360 1974, equipada com guidão do tipo “morcego”

Sem aglomeração, os participantes saíram às 9h30 de fronte do Teatro Municipal, no centro da cidade, chegando por volta das 11h00 na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, na zona oeste, após os cerca de cem participantes passarem por muitos pontos caraterísticos, como o Largo do Paissandu, av. 9 de Julho, av. Paulista, Casa das Rosas, Cinemateca, Assembléia Legislativa, av. Brasil e, finalmente, o Pacaembu.

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Duas Royal Enfield, uma Bullit e uma Classic, com side-car
Gabriel Marazzi
Duas Royal Enfield, uma Bullit e uma Classic, com side-car

O mais importante em toda a ação foi respeitar o distanciamento social, por isso não houve paradas no meio do percurso e, ao final, todos mantiveram suas máscaras e a distância dos amigos. Mas o simples fato de rodarem juntos por cerca de uma hora faz os amigos se manterem sempre perto.

Duas representantes da linha “sete-galo” de 1976, uma Honda CB 750F e uma Honda CB 750 Four K6
Gabriel Marazzi
Duas representantes da linha “sete-galo” de 1976, uma Honda CB 750F e uma Honda CB 750 Four K6

Apesar da formalidade da ideia, o que inclui vestir roupas a caráter – o que um verdadeiro cavalheiro vestiria – e usar uma motocicleta clássica, de preferência vintage, qualquer vestimenta e qualquer motocicleta, incluindo scooter, era válido. Eu participei com minha Royal Enfield Pegasus que, apesar de nova, tem visual completamente vintage. A maioria das motocicletas, no entanto, eram de época.

Uma rara Honda CB 175 transformada em café racer
Gabriel Marazzi
Uma rara Honda CB 175 transformada em café racer

A maioria era mesmo Royal Enfield , mas as Triumph também estavam em um grande número, muitas delas customizadas como café racer. O destaque foi para as japonesas dos anos 70, como muitas “sete-galo”, a Honda CB 750 Four , algumas Honda CB 500 Four , uma Honda CB 360 com guidão “morcego” e uma Honda CB 175 dos anos 60 cruelmente transformada em café racer. Prefiro tudo original.

Só falta os escapamento original de quatro saídas nessa bela Honda CB 500 Four
Gabriel Marazzi
Só falta os escapamento original de quatro saídas nessa bela Honda CB 500 Four

Para o próximo DGR , daqui a um ano, esperamos que a vida tenha voltado ao normal e possamos repetir o passeio, dessa vez com a tão desejada “aproximação social”.

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