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Os carros clássicos fora-de-série fizeram bastante sucesso entre as décadas de 70 e 80. Entretanto, o Monarca fez história antes disso

Os foras-de-série fizeram bastante sucesso no mercado nacional entre os anos 70 e 80. Modelos da Puma, a mais bem-sucedida delas, e outros como MP Lafer, Bianco e Santa Matilde, só para citar alguns carros clássicos, fizeram muita gente sonhar naquele período. E sonho no sentido literal, já que custavam bem caro.

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Mas nessa semana trago para os espectadores da coluna algo extremamente raro e diferente. Posso dizer até fora do comum. A história do Monarca, quase desconhecida até alguns anos atrás, foi resgatada pelo colecionador Alexandre Murad e já recebeu alguns prêmios em eventos renomados de carros clássicos .

Ítalo-Brasileiro

Monarca: Um dos carros clássicos mais memoráveis... e esquecidos do Brasil
Renato Bellote/IG
Monarca: Um dos carros clássicos mais memoráveis... e esquecidos do Brasil

A história começou na década de 40 quando o carrozzieri italiano Oliviero Monarca desembarcou no Brasil. Junto com as esperanças trazia o talento para transformar aço em obras de arte. E dessa forma abriu sua oficina no bairro do Bixiga e começou a chamar a atenção com alguns projetos diferentes.

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O Monarca, ao contrário dos outros foras-de-série citados no primeiro parágrafo, podia ser criado a partir de qualquer modelo. Tanto que quando olhamos as revistas de época podemos notar que entre os dez exemplares produzidos havia modelos distintos como Cadillac e Lancia.

O exemplar da matéria – e único sobrevivente – teve como base o Porsche 356 A. Nesse sentido vale notar alguns traços da carroceria, vincos no capô, para-brisa e detalhes do interior que remetem ao modelo alemão. O trabalho contou, na época, com o talento de Toni Bianco, outro jovem italiano.

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A restauração do modelo levou nada menos do que oito anos. Folhetos de época, matérias de revista, folders e histórias contadas de boca em boca foram as referências que Alexandre usou para chegar ao resultado final. Ele usa provisoriamente um motor a ar da Volkswagen, mas deve receber um propulsor da Porsche em breve, idêntico ao que o equipava originalmente.

O modelo segue o padrão dos roadsters e carros clássicos da época, além de trazer o estilo do 356 na condução e posição de dirigir. O motor, mais forte que o original, tem trabalho por causa do peso mas cumpre seu papel com eficiência. Guiar o Monarca é uma experiência única, literalmente falando. Até a semana que vem!

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