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A Kombi T3 ficou marcada por ser a última equipada com o boxer a ar e a primeira a receber o motor a água, além de ter opção à diesel na Europa

A Kombi tem uma trajetória recheada de boas histórias e estórias, tal qual o Fusca. Vale ressaltar que a “velha senhora” também fez parte da vida de milhões de pessoas no mundo todo, ajudando a economia a crescer e transportando, literalmente, a riqueza do país.

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O modelo de trabalho chegou ao mercado em 1950. O estilo quadrado da Kombi logo chamou a atenção de comerciantes pela facilidade de transporte, bem como pela simplicidade da mecânica boxer refrigerada a ar.

A história de uma best seller

Volkswagen Kombi T3: Um ícone entre os amantes de clássicos, pelo seu destaque entre os hippies e os trabalhadores
Renato Bellote/iG
Volkswagen Kombi T3: Um ícone entre os amantes de clássicos, pelo seu destaque entre os hippies e os trabalhadores

No Brasil ela começou a ser comercializada inicialmente no estilo CKD, onde vinha desmontada e era somente montada em São Bernardo. Mas logo em seguida passou a ser produzida também e assim seria até sua despedida nos anos 2000.

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Mas ao contrário do nosso mercado, onde permaneceu por mais de quatro décadas praticamente inalterada, lá fora a perua passou por transformações e muita evolução ao longo dos anos, o que fez com que tivesse tido diversos usos, do trabalho ao lazer.

A Kombi T3 é um desses exemplos. A geração ficou marcada por ser a última equipada com o motor boxer a ar e a primeira a receber o motor refrigerado a água. Aliás, uma das opções era o propulsor à diesel, algo bastante comum na Europa.

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O exemplar da matéria está bem diferente de quando saiu da fábrica. Vale ressaltar o jogo de rodas de 17 polegadas, suspensão a ar e a customização interna, o conjunto de coisas que deu a ela um estilo mais jovem e descontraído.

Ao volante a Kombi traz sensações parecidas com a versão nacional, porém sem o ronco característico do motor. Aliás, o original à diesel foi trocado por um AP. Mas reparem que o bloco é colocado em uma posição bastante singular.

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Algo que me chamou a atenção foi o curso longo do câmbio, que traz quaro marchas. Esse não é o único exemplar da T3 no país, mas o único na versão de três portas. A van é um símbolo de trabalho, um ícone que revolucionou o mercado no Brasil e no mundo pela sua concepção simples, mas bastante eficiente.

Na Europa e nos Estados Unidos, a Kombi está cada vez mais rara e os colecionadores estão dispostos a pagar caro por elas. Isso levou muitos empresários brasileiros a exportá-la e, com isso, ganham muito dinheiro. Na semana que vem trarei a história do Gol GLR, um projeto brasileiro que roda nos Estados Unidos. Este foi mais um Garagem do Bellote, até a próxima, pessoal!

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