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O esportivo é um dos maiores ícones norte-americanos de todos os tempos. Na década de 60 ganhou ares de muscle car e motores V8 de bloco grande

O Chevrolet Corvette é um dos maiores ícones norte-americanos de todos os tempos. Seu lançamento em 1953 mudou vários conceitos de carro no mercado de lá e mostrou que um modelo esportivo produzido nos Estados Unidos também podia ser compacto e atraente ao mesmo tempo.

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Com a redução da demanda de veículos militares no final da Segunda Guerra, a GM decidiu inventar sua própria guerra e construir uma arma que enfrentasse nada menos do que a onda de importação de esportivos europeus como o Mercedes 300 SL e o Jaguar XK. Inicialmente, o  Chevrolet Corvette não emplacou. Isso porque utilizava o motor Blue Flame, um propulsor de seis cilindros em linha com três carburadores e que não agradou o público. O lançamento do Thunderbird pela Ford, em 1954, também complicou um pouco mais sua vida.

Foi no ano seguinte, com a chegada do motor V8, que as vendas deslancharam. Curiosamente hoje em dia os modelos equipados com o motor seis cilindros – 1953 e 1954 – são extremamente valorizados nos leilões e no mercado de antigos de modo geral.

Icônico, musculoso e idolatrado

Chevrolet Corvette: Desde sempre um dos esportivos norte-americanos mais icônicos e grande referência no mundo
Renato Bellote/iG
Chevrolet Corvette: Desde sempre um dos esportivos norte-americanos mais icônicos e grande referência no mundo

Na década de 60 o Corvette ganhou ares de muscle car com várias opções de motorização, incluindo os famosos big blocks de 454 polegadas cúbicas. Em 1963 foi lançado outro ícone, a versão Stingray com vidro traseiro bipartido. O Split window foi feito somente naquele ano e há vários anos é vendido por valores astronômicos.

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Durante os anos seguintes de vida desta geração, foram produzidos 542.741 unidades com preços variando de US$ 4.663 (modelo básico de 1968) a US$ 18.290 (Collector Edition de 1982). O motor menos potente foi o 305 (5,1 litros) V8 small block que produzia 180 cv. O mais potente foi o 427 (7 litros) ZL1 big block de alumínio que produzia até 680 cv.

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O exemplar da matéria registra um momento especial para a marca. O ano de 1978 é conhecido por duas séries especiais: a de 25 anos e o Pace Car. Naquele ano o modelo foi escolhido para a edição das 500 Milhas de Indianápolis e teve uma produção de 6502 unidades, número exato de concessionárias Chevrolet nos EUA.

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Externamente a versão traz a customização alusiva à prova, incluindo o belíssimo interior na cor prata. Isso é algo bastante diferente, especialmente contrastando com o preto e vermelho dos detalhes gerais. Além disso o teto targa é a cereja no bolo.

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Sob o capô temos o L82, um V8 de 350 polegadas cúbicas e a opção mais potente daquele ano com 220 cv. O Chevrolet Corvette (ou "Vette") dessa época traz um bom conjunto com transmissão automática de três velocidades e bastante conforto na rodagem. Uma combinação perfeitamente norte-americana. Até a semana que vem!

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