Kawasaki Ninja
Guilherme Menezes/iG
Kawasaki Ninja ZX-6R: Com tecnologias da 1000cc, e agilidade de 600cc, é querida dos que gostam de voltas rápidas

A Kawasaki revela a sua nova carenada esportiva ao Salão Duas Rodas: a Ninja ZX-6R. Trata-se de uma opção de custo benefício para quem procura alto desempenho, uma vez que integra os equipamentos da Kawasaki Ninja ZX-10R, mas por quase a metade do preço. Parte de R$ 50.990, ante R$ 73.990 da “irmã” maior. A sua única rival é a Honda CBR 650F — opção mais em conta (R$ 37.915), mas com menos potência (88,5 cv) e equipamentos.

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A Kawasaki Ninja ZX-6R vem equipada com o motor de 4 cilindros e 636 cc, que gera 136 cv a 13.500 rpm. Em comparação à versão anterior, a Ninja ZX-6R perdeu 1 cv, mas o torque se manteve o mesmo, em 7,2 kgfm. Segundo a fabricante, o objetivo foi de se obter “uma resposta mais forte nas retomadas", por mudanças na ECU para antecipar a entrega de torque e pela sua relação de marchas mais curta.

Entre outros equipamentos, traz controle de tração, freios de alto desempenho da Nissin e trocas rápidas (Quick Shifter). Isso é traduzido em uma aceleração até 100 km/h em 3,4 segundos e uma velocidade máxima que, em estimativa, ultrapassa os 260 km/h. Entretanto, ela chega a ser mais adorada entre os motociclistas — ou melhor, pilotos — que curtem cravar tempos insanos em circuitos. Por ser mais leve que a irmã Ninja ZX-10R (196 kg, ante 206 kg), bem como ligeiramente menor, é capaz de atacar as curvas com mais agilidade, sem perder muito nas velocidades de contorno.

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Esportiva que lidera o segmento

Honda CBR 1000RR
Guilherme Menezes/iG
Honda CBR 1000RR Fireblade: A mais vendida entre as carenadas esportivas de sua categoria também traz novidades

Outro destaque do Salão Duas Rodas foi a Honda CBR 1000RR Fireblade . A superesportiva, rival da Nina ZX-10R, acaba de receber uma alteração que otimiza a ação do ABS em freadas extremas, reduzindo sua atuação, que, por sua vez, aprimoram a estabilidade e o desempenho, segundo a marca. Além disso, o sistema Wheelie control — que a impede de empinar — passa a atuar de forma independentemente, o que permite o piloto realizar até uma derrapagem controlada para otimizar uma arrancada.

A fabricante ressalta que, anteriormente, quando o sistema anti-empinamento não atuava independentemente dos outros controles, a Honda CBR 1000RR tinha um levantamento exagerado da roda dianteira durante as acelerações. Os preços partem de R$ 71.390 na versão padrão e chegam aos R$ 81.590 na versão de topo SP, que adiciona alguns componentes.

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Com o acelerador eletrônico, além do sistema eletrônico de pilotagem em vários níveis, centralizado pela unidade de medição inercial IMU. São 5 modos de pilotagem, que ajustam o controle de tração, os freios ABS e o sistema anti-wheeling. São três os ajustes de fábrica (Street, Winding e Track), mais dois ajustes configuráveis pelo próprio piloto, que ficam memorizados no sistema.

Falando em motor, desenvolve 192 cv (uma relação de quase 1 kg por cv), com capacidade de acelerar até 100 km/h em 2,9 segundos — 0,5 segundo a mais que a Kawasaki Ninja ZX-6R — de acordo com a marca. Os 11 cv a mais que na geração anterior se devem aos novos pistões e comandos de válvulas, com melhoras no fluxo de ar e aumento da taxa de compressão (passou de 12,3:1 para 13:1).

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