Motocicletas
Divulgação/Honda
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A produção de motocicletas no Brasil alcançou 561.448 unidades no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela Abraciclo. O volume representa alta de 12,1% na comparação com o mesmo período do ano passado e já aparece como o segundo melhor resultado da história para um primeiro trimestre no Polo Industrial de Manaus.

O desempenho ganhou força em março, mês em que as fabricantes instaladas no polo produziram 212.716 motocicletas. De acordo com a entidade, foi o melhor resultado mensal já registrado pela indústria de duas rodas no país. Na c omparação com março de 2025, o avanço foi de 34,5%. Em r elação a fevereiro, a alta chegou a 29,6%.

Março puxou o resultado do trimestre

O ritmo de março consolidou a trajetória de recuperação do setor no início de 2026. O resultado ajudou a levar o acumulado do trimestre a um patamar acima do observado no ano anterior e reforçou o momento positivo da indústria de motocicletas no Brasil.

A Abraciclo também atualizou a classificação dos segmentos a partir deste mês. O setor passou a contar com 14 categorias, com a inclusão de Crossover, Classic, Super Sport e Sport Touring, além da retirada da categoria Custom. A mudança, segundo a entidade, acompanha a evolução do mercado e a diversificação dos produtos.

Street lidera produção com mais da metade do volume

Na nova divisão, as motos Street seguiram na liderança com ampla vantagem. Foram 290.340 unidades produzidas no primeiro trimestre, o equivalente a 51,7% de toda a fabricação do período.

Na sequência aparecem as motos Trail, com 112.031 unidades e participação de 20%, e as Motonetas, com 73.600 unidades, fatia de 13,1%. O recorte mostra que os modelos de uso cotidiano continuam concentrando a maior parte da produção nacional.

Baixa cilindrada domina o mercado

A divisão por cilindrada também manteve um padrão já conhecido no setor. As motos de baixa cilindrada responderam por 435.731 unidades entre janeiro e março, ou 77,6% do total produzido.

As motocicletas de média cilindrada somaram 110.405 unidades, participação de 19,7%. Já as de alta cilindrada fecharam o trimestre com 15.312 unidades, o que representa 2,7% da produção. Segundo os dados apresentados, esse comportamento também se repete no recorte mensal.

Vendas cresceram mais do que a produção

Os licenciamentos acompanharam o avanço da atividade industrial e cresceram em ritmo ainda mais forte. No primeiro trimestre de 2026, foram emplacadas 571.728 motocicletas, alta de 20,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Só em março, os emplacamentos chegaram a 221.618 unidades, crescimento de 33,5% sobre o mesmo mês do ano anterior. Com esse resultado, a média diária de vendas superou 10 mil motocicletas, reforçando o aquecimento do mercado brasileiro de duas rodas.

Exportações e projeções seguem em alta

As exportações também avançaram no começo do ano. No acumulado do trimestre, foram embarcadas 11.441 motocicletas, alta de 18,6%. Em março, os envios ao exterior somaram 4.606 unidades.

Diante desse cenário, a Abraciclo projeta produção de 2,07 milhões de motocicletas em 2026, crescimento de 4,5% sobre o ano passado. Para os licenciamentos, a estimativa da entidade é de 2,3 milhões de unidades. 


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