
Esportividade em alta tensão
Mercedes AMG GT 4D Coupé chega 100% elétrico e deixa todos os rivais na poeira
por Eduardo Rocha
Auto Press
A propulsão elétrica abriu uma nova fronteira para os modelos superesportivos. Sem as limitações mecânicas impostas pela física dos motores a combustão, fica cada vez mais frequente a chegada de modelos com potência em torno de 1 mil cv, sem que isso eleve os preços a níveis estratosféricos, com acesso reservado a poucas centenas de milionários mundo afora. Quem entra nesse ainda escasso clube é o Mercedes-AMG GT 4-Door Coupé, que surge como o primeiro AMG totalmente elétrico de produção em série.
O alvo são Porsche Taycan Turbo S, Audi RS e-tron GT Performance e Ferrari Luce, superesportivos de quatro portas também 100% elétricos. O GT 4 Door chega com preços entre 150 mil e 200 mil euros na Europa (R$ 900 mil a R$ 1,2 milhão) e se coloca abaixo da Ferrari em exclusividade, mas acima de Porsche e Audi em potência e tecnologia. Em preço, o AMG se nivela com o Porsche (190 mil euros ou R$ 1,14 milhão), fica acima dos 165 mil euros (R$ 990 mil) do GT Performance e bem abaixo da exclusivíssima Luce, que fica em 550 mil euros (R$ 3,3 milhões).

Já no desempenho, o novo AMG deixa os rivais na poeira. A ideia da divisão esportiva da Mercedes é ser vitrine da eletrificação. Ele chega em duas versões: GT63, o AMG entrega 1.169 cv e 203,8 kgfm, acelerando de zero a 100 km/h em 2,0 segundos e atingindo até 300 km/h. O GT55 oferece 816 cv e 183,5 kgfm, com zero a 100 em 2,8 segundos, com máxima também de 300 km/h. Porsche Taycan Turbo S tem 952 cv, 113,2 kgfm e aceleração em 2,4 segundos, RS e-tron GT Performance traz 925 cv, 104 kgfm e vai a 100 km/h em 2,5 segundos e Ferrari Luce chega com 1050 cv, 790,3 kgfm e aceleração em 2,5 segundos.

O grande diferencial do AMG GT está nos três motores de fluxo axial, inéditos em produção em série. eles que oferecem maior densidade de potência e torque contínuo. A bateria de 800 Volts e 106 kWh, com células cilíndricas resfriadas individualmente, garante recarga ultrarrápida de até 600 kW, permitindo recuperar a autonomia de 460 km em apenas 10 minutos. O sistema da AMG, chamado de Force Sport+, simula a experiência sonora de um V8 para criar uma ponte emocional com os fãs da marca.

O design segue a tendência dos sedãs esportivos elétricos, com proporções largas, aerodinâmica ativa e difusores móveis. A frente baixa e longa reforça a esportividade, enquanto a aerodinâmica adaptativa busca eficiência e estabilidade. Comparado ao Taycan e ao e-tron GT, o AMG aposta em linhas mais agressivas; já a Ferrari Luce adota estilo futurista bastante controverso.

O AMG GT 4-Door mede 5,09 m de comprimento, largura próxima de 1,96 m, 1,41 m de altura e entre-eixos de 3,04 m, alinhado ao porte dos concorrentes. As linhas oferecem um coeficiente aerodinâmico de 0,22 Cx, com peso que varia em torno de 2,46 toneladas, dependendo do nível de equipamentos e opcionais – como partes em fibra de carbono. O porta-malas é próprio para um modelo de quatro portas, com 415 litros, além de 41 litros no compartimento sob o capô.

A AMG aposta em um interior integrado digitalmente, com tela da central multimídia com 14 polegadas e painel de instrumentos com 10,2 polegadas – além de tela opcional para o passageiro, também com 14 polegadas. O sistema AMG Race Engineer permite ajustes finos de aceleração, tração e dirigibilidade. O acabamento inclui couro, iluminação ambiente e teto panorâmico. Porsche e Audi oferecem luxo tradicional, enquanto a Ferrari se destaca por itens inovadores, como vidro Gorilla Glass (o mesmo de telas de smartphones, como os de Apple e Samsung), e som de 3 mil Watts.





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