Para não se desanimarem com a monotonia dos dias cinzentos de Londres, os ingleses têm um santo remédio chamado Mini Coupé Jonh Cooper Works (R$ 162.950). O carrinho de apenas 3,87 metros de comprimento (um Volkswagen Gol tem 3,90 m) é não apenas o mais irreventente da linha, mas também o que tem maior capacidade de animar seu dia ao volante.
O carrinho segue a velha e boa receita aplicada desde os primeiros esportivos leves de marcas inglesas como Morgan , Triumph , MG , Austin Healey entre outras. E cultua a paixão dos britânicos pelo automobilismo de uma maneira arrojada, com um toque lúdico, ajudados pelos alemães da BMW .
A terapia do Coupé JCW tem efeito imediato. Basta se sentar no banco do motorista, apertar um botão no painel para acionar o motor, abrir as janelas e dar uma volta no quarteirão ouvindo o ronco do motor ecoando pelas paredes ao redor, principalmente entre as trocas de marchas borbulhantes. Será o suficiente para mexer com seus neurônios. Mas para o tratamento ser mesmo eficaz vá para uma bela estrada e logo vai abrir um sorriso ao mesmo tempo e que sentirá falta de um par de sapatilhas, capacete, macacão, luvas e um autódromo. Com uma certa dose de adrenalina, você já estará bem mais animado.

Mini JCW é a versão mais apimentada da linha
Mágica? Não, na fórmula do santo remédio incluíram válvulas de admissão maiores, saias de pistão reforçadas, coletor de admissão alargado e variador de fase nos comandos de válvulas (tanto na admissão quanto no escape), entre os principais componentes. No sistema de transmissão, com câmbio automático de seis marchas, incluíram não apenas controles de estabilidade e tração como também bloqueio eletrônico de diferencial para evitar que as rodas fiquem girando com falso o tempo todo, já que a relacão peso-potência é próxima de supercarro: 5,28 kg/cv. Agora ficou claro que, apesar do tamanho, o novo Mini JCW anda como gente grande, né?
E não, aquelas enormes saídas de escape não são enfeites. Feitas de aço inoxidável, foram modificadas em relação ao Cooper S para deixar o motor 2.0 turbo respirar melhor com outra relação de contrapressão, dando um efeito viciante entre as trocas de marcha.
Bravo asim, o JCW se sente mais à vontade com pista livre, longe dos congestionamentos das grades cidades. Não é um carro para ser usado no dia a dia com conforto também por causa da suspensão rígida, feita para contornar curvas com precisão em piso bem conservado, sem buracos e imperfeições. No asfalto crocante que temos em São Paulo, cheio de ondulações, é preciso ter paciência (e cuidado) com os solavancos. O ideal mesmo é guiar essa versão topo de linha do Mini em uma boa pista fechada. Segundo a fabricante, o carro acelera de 0 a 100 km/h em apenas 6,1 segundos e atinge 246 km/h.

Por dentro, mais itens exclusivos, como os bancos revestidos de couro do tipo Alcantara com detalhes vermelhos
Com respostas rápidas em qualquer faixa de rotação, uma vez que o torque máximo de 32,6 kgfm surge em meros 1.250 rpm, o JCW vai engolindo carros bem maiores pelo caminho. Mas é bom lembrar que o carrinho é uma versão para solteiros, ou casais sem filhos, já que é apertado por dentro, inclusive no porta-malas, de apenas 211 litros. Aliás, o ambiente do interior consegue transmitir toda a irreverência do carro, principalmente à noite, quando aparece uma iluminação violeta, comum em danceterias. Refletida nos cromados das maçanetas das portas de estilo retrô, este detalhe luminoso acaba mostrando o cuidado dos ingleses em fabricar um carro diferente das demais versões do Mini.
O que também chama a atenção no JCW é a central multimídia, que inclui GPS, computador de bordo, monitoramento da pressão dos pneus, ajustes do sistema de som de alta-fidelidade Harman-Kardon, entre outros itens.
Além disso, para os pilotos de plantão, existe a possibilidade de desativar quase por completo o controle de estabilidade (DSC). Uma vez acionando este comando, o sistema passa atual apenas em situações de emergência. Mas o diferencial autoblocante estará sempre sem ação, distribuindo a força do motor entre as rodas da frente conforme as condições de aderência, coisas de um inglesinho com pedigree.
Quem foi John Cooper?
O piloto John Cooper fundou junto com seu pai Charles uma escuderia de competição com o sobrenome deles que começou a fazer sucesso no início dos anos 50 com bons resultados na Fórmula 3. Mas, atingiu um novo patamar de importância na história do automobilismo mundial com a vitória do inglês Stirling Moss,no GP da Argentina de Fórmula 1 ,em 1958. Nos dois anos seguintes, a equipe Cooper ganhou o título de construtores, com o australiano Jack Brabham ao volante.
Ficha Técnica
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Preço : R$ 162.950
Motor: 2.0, quatro cilindros, flex, turbo
Potência : 231 cv a 5.200 rpm
Torque : 32,6 kgfm a partir de 1.250 rpm
Transmissão: Automático, seis marchas, tração dianteira
Suspensão :Independente (dianteira) / multibraço (traseira)
Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira
Pneus : 205/40 R18
Dimensões : 3,87 m (comprimento) / 1,72 m (largura) / 1,41 m (altura), 2,49 m (entre-eixos)
Tanque : 44 litros
Consumo: 7,8 km/l (cidade) /12,5 km/l (estrada) com gasolina
0 a 100 km/h: 6,1 segundos
Vel. Max : 246 km/h