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SUV fica mais silencioso, confortável, ágil e econômico com o 1.6 SCe. E ainda mantém a robustez de sempre. Confira a avaliação completa

Renault Duster 1.6 SCe
Carlos Guimarães/iG
Renault Duster 1.6 SCe

Só de olhar a cara do Duster já dá para perceber que o SUV é daqueles sem frescura, que conquista pela relação entre custo e benefício, já que parte de R$ 69.620 com boa lista de itens de série. O problema é que toda essa sisudez vinha acompanhada de vários aspectos rústicos, entre os quais a falta de isolamento acústico e níveis de ruído e vibração acima do ideal. Mas agora, com o novo motor 1.6 SCe, o carro passa a ficar mais agradável de dirigir pelo maior  conforto e agilidade.

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 A sensação de guiar o Duster com o novo motor causa a mesma surpresa que aconteceu quando avaliamos o Logan da linha 2017. Toda a simplicidade que faz parte de um projeto de baixo custo ainda continua lá, mas com um toque de refinamento dado pelo eficiente 1.6 SCe, todo feito de alumínio. Basta girar a chave no contato para notar o quanto o carro ficou mais silencioso e sem a incômoda vibração que invadia o interior e ficava evidente pelo o que vibrava a alavanca de câmbio, volante e, às vezes, até ao painel ao acelerar. Agora, o SUV roda confortavelmente, em silêncio.

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 O novo “coração” do Duster 1.6 pulsa mais forte e com eficiência. São 118 cv com gasolina e 120 cv com apenas etanol no tanque, ante 110 cv/115 cv, respectivamente, do motor 1.6 anterior. Além da maior potência também há uma dose extra de força ao pisar no acelerador: 16,2 kgfm, contra 15,5 anteriormente. Conforme a Renault, entre outros fatores, esses ganhos foram conseguidos com uma nova calibração da central eletrônica e um trabalho no coletor de escapamento.

Renault Duster 1.6 SCe
Carlos Guimarães/iG
Renault Duster 1.6 SCe


O SUV "papa-buraco"

 Na prática, o SUV acelera com mais disposição e de um jeito bem mais civilizado, sem gritar ou chacoalhar a carroceria. As retomadas também acontecem mais rápido que antes, o que facilita na hora das ultrapassagens. Pena que o câmbio não tem o mesma boa qualidade do motor. Isso porque os engates nem sempre são fáceis e precisos. Na unidade avaliada, engatar principalmente a ré exigiu certa paciência algumas vezes. Mas também encontramos certa resistência ao "espetar" a segunda. Entretanto, as relações de marcha se mostraram bem escalonadas, com o motor girando em cerca de 3.800 rpm, em quinta, com o velocímetro marcando 120 km/h na estrada.

 Rodando na cidade, o destaque fica por conta da valentia do Duster em enfrentar toda a buraqueira que infelizmente toma conta de boa parte das vias da capital paulista. O carro absorve bem as irregularidades sem reclamar, mantendo certo conforto no interior. Ponto positivo também para a boa distância livre do solo de 21 centímetros e dos nada desprezíveis ângulos de ataque e saída (30 e 34,4 graus, respectivamente), o que permite passar por valetas e lombadas com desenvoltura.

A nova assistência do sistema de direção, agora eletro-hidráulica facilitaram as manobras de estacionamento por ter deixado o volante mais leve nesse tipo de situação, embora a leveza pudesse ser maior, como nos SUVs mais sofisticados. De qualquer forma, houve uma evolução. Mas os freios continuam sem alteracões, embora deem conta do recado. Só é bom ter certa cautela nas curvas porque o lado esportivo do Duster é bem discreto. Alto, rústico e sem controle eletrônico de estabilidade, o carro vai bem mesmo em linha reta, engolindo os obstáculos pelo caminho, sem muita pressa.

Interior e equipamentos

 Outra qualidade do Duster fica por conta do espaço interno. Leva cinco adultos em aperto e com porta-malas bem espaçoso, de bem aproveitáveis 475 litros. E a lista de equipamentos de série da versão mais em conta Expression até que é considerável por incluir itens como volante e banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos dianteiros e traseiros, encosto do banco traseiro rebatível, barras metálicas no teto para ajudar a levar bagagem, entre outros.

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 No caso da versão Dynamique (R$ 75.320) do Duster , o carro ainda vem com central multimídia com GPS, sensores no para-choque traseiro para ajudar a estacionar, tecido aveludado nos bancos e volante revestido de couro. Portanto, se você não liga para o jeito despojado do Duster, o SUV com o novo motor 1.6 SCe passa a ser uma opção ainda mais interessante quando o mais importa é o espaço, robustez e o custo-benefício.

Ficha Técnica

Preço:  a partir de R$ 69.620 (Expression) e R$ 75.320 (Dynamique)

Motor: 1.6, 16V, quatro cilindros em linha,  flex

Potência: 120/118 cv (E/G) a 5.500 rpm

Torque: 16,2 kgfm a 4.000 rpm

Transmissão: Manual, de cinco marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira)/ Independente, eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)

Pneus: 205/60 R16

Dimensões: 4,33 m (comprimento) / 1,82 m (largura) / 1,68 m (altura), 2,67 m (entre-eixos)

Tanque : 50 litros

Porta-malas: 475 litros

Consumo (E/G): 7 km/l / 7,4 km/l (cidade) e 10,2 km/l / 10,8 km/l (estrada)

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