Jeep Commander Limited com motor 2.0 turbodiesel se mostra valente, tanto na cidade quando na estrada
Carlos Guimarães
Jeep Commander Limited com motor 2.0 turbodiesel se mostra valente, tanto na cidade quando na estrada

Bem que estávamos esperando pela versão turbodiesel do Jeep Commander. E a prova de que essa é a que mostra toda a capacidade do SUV foi a longa viagem que fizemos, com seis ocupantes e rodando mais de 1.500 quilômetros. Tivemos apenas um pequeno contratempo com um pneu furado, mas fora isso, entre prós e contras, o saldo foi positivo.

Antes de mais nada é bom lembrar que o Jeep Commander Limited com motor 2.0 turbodiesel e câmbio automático de 9 marchas tem preço sugerido de R$ 283.141, valor que dá direito a itens como central multimídia com tela de 10,1 polegadas com GPS nativo , faróis e lanternas de LED, sistema de estacionamento semiautônomo, rodas de aro 19, entre outros.

O pacote de equipamentos da versão Limited 4x4 com motor 2.0 turbodiesel é interessante, com itens que incluem até assistência à direção, como detector de fadiga, sistema de reconhecimento de placas de trânsito e comutador automático de faróis.

Esse último, porém, durante a viagem à noite, pela Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, uma das melhores do Brasil, mostrou um certo exagero ao liberar o acendimento do facho alto .

Isso porque só foi possível utilizar a luz mais forte quando não tinha absolutamente ninguém na via, mesmo do outro lado da pista. Fora isso, com motor turbodiesel o Commander é um SUV bem mais eficiente do que com o 1.3 flex, principalmente quando o assunto é consumo . Com o carro cheio, então, a diferença é ainda maior. Portanto, se for viajar bastante e com capacidade máxima, vale a pena optar pelas versões a diesel.

Vamos aos números. O Commander flex tem 27,5 kgfm de torque a 1.750 rpm, 38,7 kgfm a mesma faixa de rotação. No primeiro, a relação peso/torque é de 61,3 kg/kgfm e no a diesel 49,4 kg/kgfm, que tem mais fôlego para ultapassagens e retomadas, embora a aceleração de 0 a 100 km/h do flex seja um pouco mais rápida (9,9 s ante 11,6 s). As máximas, praticamente se equivalem (202 km/h e 197 km/h).

O problema é que a caixa de 9 marchas ainda é um pouco hesitante entre as trocas, mas apenas em trechos urbanos , onde há o caraterístico anda e para. Na estrada, o carro se mostra mais coerente. Basta dar uma pisada um pouco mais forte no acelerador para reduzir marcha e conseguir mais agilidade.

Mas é bom lembrar que estamos em um carro de quase duas toneladas (1.908 kg) e com vão livre do solo de bons 21,4 cm, então vale ir devagar com o andor nas curvas, mesmo com controle eletrônico de estabilidade. Os pneus 235/50R 19, com flanco de 11,8 cm são bons para absorver as irregularidades do piso, mas o traseiro esquerdo acabou furando, na chuva, à noite, com seis pessoas dentro do carro, por causa de um caco de vidro.

Um dos destaques do interior fica por conta da central multimídia com tela de 10 ,1 polegadas
Divulgação
Um dos destaques do interior fica por conta da central multimídia com tela de 10 ,1 polegadas

A troca do pneu não foi nada fácil. O acesso ao estepe fica escondido. Apenas uma mensagem em inglês gravada no isopor preto tenta indicar onde fica o parafuso para baixar o estepe (temporário, que não pode ser usado a mais de 80 km/h) debaixo do carro. E mais...O pneu de aro 19 não cabe no compartimento do pequeno e estreito estepe. De qualquer forma, em condições normais, o Commander se comportou bem, tanto na cidade quanto na estrada.

Um aspecto que me animou com o baixo consumo. Mesmo com o carro bem cheio, consegui fazer mais de 14 km/l, na estrada, pelo o que mostrou o computador de bordo. Porém, pelos dados do Inmetro, o Commander turbo diesel faz 12,9 km/l em trechos rodoviários e 10,3 km/l em urbanos. Com tanque de 61 litros, tem autonomia teórica de 787 km.

Outro ponto importante do Commander Limited a diesel é que embora seja valente, com bom acabamento e uma pacote de itens de série interessante, sobra pouco espaço para bagagem quando os bancos traseiros estão sendo utilizados. São 233 litros no porta-malas, ante cavernosos 663 litros com 5 lugares ocupados.

Conclusão

Se for mesmo utilizar os 7 lugares e for pegar estrada e trechos de terra com o Commander é melhor optar pela versão turbodiesel, que tem mais força desde as primeiras marcações do contagiros. E quem precisa de um SUV espaçoso, o modelo da Jeep tem boa relação entre custo e benefício.

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Ficha Técnica

Jeep Commander Limited 2.0 TD 4x4

Preço: a partir de R$ 283.141

Motor: 2.0, quatro cilindros, turbodiesel

Potência: 170 a 3.750 rpm

Torque: 38,7 kgfm a 1.750 rpm

Transmissão: Automático, 9 marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira) e (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira

Pneus: 235/50 R19

Dimensões:  4,80 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,68 m de altura e 2,79 m (entre-eixos

Tanque: 61 litros

Consumo: 10,3 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada com diesel

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