Totalmente renovado e com motor 1.4 turbo, o novo Tracker aposta em custo-benefício. Confira todas as versões, lista de equipamentos e preços

Além do novo design, o Chevrolet Tracker passa a contar com o  competente motor 1.4 turbo flex de 153 cv, o mesmo do Cruze.
Divulgação/General Motors
Além do novo design, o Chevrolet Tracker passa a contar com o competente motor 1.4 turbo flex de 153 cv, o mesmo do Cruze.

Revelado ao público brasileiro pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro passado, a General Motors apresenta à imprensa o novo Chevrolet Tracker totalmente renovado. Em um passo bem maior do que uma simples reestilização, a marca norte-americana aproveitou para mexer muito no utilitário e deixá-lo ainda mais competitivo. Com novo motor, design, recheado de tecnologia, novos itens de seguranca e bem mais equipado, a ótima surpresa é que o Tracker irá manter os preços da versão antiga, partindo de R$ 79.990 e chegando a R$ 92.990.

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Se afastando da linguagem de design anterior da fabricante, o Chevrolet Tracker adapta a nova identidade visual que começou na segunda geração do Cruze. Repare na formas das duas grades frontais. A de cima, mais fina, interliga os faróis e tem a gravatinha dourada da marca no meio, enquanto a segunda entrada de ar é maior – ou seja, no mesmo estilo do sedã. Acostume-se com esse design mais sofisticado e escultural, pois todos os veículos novos da GM terão variações usando esta linguagem.

O Cruze foi muito importante para o novo Tracker. Além das linhas semelhantes, o SUV compacto herdou também sua competente  mecânica. Sai o motor 1.8 Ecotec de 144 cv e 18,9 kgfm de torque, com etanol, para dar espaço ao moderno1.4 Ecotec turbo de 153 cv e 24,4 kgfm. Será oferecido apenas com o câmbio automático de seis marchas, também utilizado no sedã, com uma relação de marchas diferenciada para o utilitário.

Essa será uma das várias vantagens sobre os concorrentes, por ser o terceiro SUV compacto disponível no Brasil com um motor turbo. O novo Suzuki Vitara, equipado com um 1.4 turbo, é menor e bebe apenas gasolina, enquanto o Peugeot 2008 1.6 THP não oferece versão automática. A melhora é expressiva. Com 90% do torque disponível a 1.500 giros, o Tracker acelera de 0 a 100 km em 9,4 segundos, tempo que, segundo a fabricante, é 2 segundos menor do que o modelo anterior.

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Como todos os modelos da Chevrolet lançados desde 2016, apostou em eficiencia e no bolso do consumidor. Ganhou direção elétrica de série e sistema start-stop para desligar o motor e deixá-lo em espera durante paradas. Testado pelo Inmetro, obteve uma média de consumo de 7,3 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada, com etanol. Se abastecido com gasolina, rende 10,6 km/l no ciclo urbano e 11,7 km/l e no ciclo rodoviário. Com esse excepcional ganhou nota A no segmento.

O Novo Tracker teve  a vida à bordo melhorada, reforçando o isolamento acústico para deixar a cabine 11% mais silenciosa. O acabamento e novo e mais refinado, com o uso de materiais melhores. O painel de insturmentos mudou, abandonando o desenho antigo vindo do Agile. A suspensão teve uma atenção especial e recebeu um novo acerto, para reduzir a rolagem da carroceria em curvas de alta-velocidade e mitigar as irregularidades das ruas brasileiras.

Custo-benefício

Chevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General MotorsChevrolet Tracker 2017. Foto: Divulgação/General Motors

A GM sabe muito bem que o Tracker não pode ser líder do segmento, não por falta de mérito do carro, mas por um problema de legislação. Fabricado no México, este SUV cai na cota de importação de 12 mil veículos por ano para cada fabricante. Mesmo com essa limitação a Chevrolet irá  usar o utilitário de forma inteligente, facilmente dobrando suas vendas, ajudando a montadora a manter a folgada liderança de vendas de todo o mercado brasileiro e, aos poucos, criar uma expectativa pelo próximo SUV compacto da marca, que deve ser produzido no Brasil.

Qual a melhor maneira de conquistar o cliente que queria um Honda HR-V ou Jeep Renegade? A combinaçnao de qualidade,  tecnologia e equipamentos com custo comparativo baixo. Começaram com o preço, congelando os valores praticados atualmente para o Tracker pré-reestilização. A versão LT será vendida por R$ 79.990, enquanto a topo de linha LTZ custa R$ 89.990. Só há um pacote de opcional, para o modelo LTZ, que custa R$ 3.000 e adiciona airbags laterais e de cortina, elevando o preço total para R$ 92.990.

O modelo de entrada LT vem com faróis com luzes diurnas de LED, ar-condicionado manual, volante multifuncional elétrico com ajuste de altura e profundidade, rodas de liga leve de 16 polegadas, computador de bordo, controle de cruzeiro, retrovisores laterais, travas e vidros elétricos com controle pela chave, sistema Start-Stop, bancos de tecido com ajuste de altura para o motorista, central multimídia MyLink com tela touchscreen de 7” e espelhamento de celular, ancoragem ISOFIX para cadeirinhas infantis, e o sistema de auxílio OnStar.

A versão LTZ adiciona retrovisores laterais com aquecimento, câmera de ré com alerta de movimentação traseira, sensor de estacionamento, teto solar elétrico, rodas de alumínio de 18 polegadas, partida por botão, banco e volante com revestimento premium, faróis e lanternas de LED, alerta de ponto cego, detalhes cromados nas maçanetas, tampa do porta-malas e friso das janelas, e banco do motorista com ajuste elétrico lombar.

Como comparação, a GM mostra a lista de equipamentos e preços de seus principais concorrentes: Jeep Renegade, Honda HR-V e o novo Hyundai Creta. Por R$ 92.990, o Chevrolet Tracker LTZ é o mais barato do que o trio, apresentando ao mesmo tempo um completíssimo pacote de equipamentos e tecnologia. O Creta topo de linha, com motor 2.0, custa R$ 99.490, enquanto o HR-V EXL mais completo é vendido por R$ 101.400. O Renegade Longitude é mais barato, por R$ 90.990, mas bem menos equipado, tendo que escolher opcionais para ter o mesmo nível e, assim, custando R$ 105.270.

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Mesmo nessas versões, o Tracker está mais equipado. O alerta de ponto cego, por exemplo, só é oferecido como opcional de R$ 4.900 para o Jeep Renegade Limited, a versão mais cara com motor flex e que custa R$ 97.990. Teto solar também é outro item que só aparece no Jeep e que precisa ser comprado à parte, por R$ 6.800. É o suficiente para começar a chamar a atenção? Sim. A Chevrolet conseguirá facilmente vender todos os novos Tracker que a lei de importação permitir.


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