
Apresentado em março, o Audi Q3 teve sua produção iniciada na fábrica em Ingolstadt (Alemanha). Trata-se do novo crossover compacto da marca alemã, posicionado abaixo do Q3 tanto em tamanho quanto em preço. Não o veremos tão cedo no Brasil. Por conta do dólar alto, o modelo importado chegaria pelo mesmo preço de R$ 142.990 do Q3 nacional e, no momento, não compensa fabricá-lo em São José dos Pinhais (PR) – talvez quando a crise passar.
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Com isso, a fábrica alemã irá trabalhar com uma capacidade de 450 unidades por dia, para abastecer não só o mercado europeu, como o resto do mundo. Vem com seis opções de motor, três a gasolina e três a diesel, todos equipados com turbo. A versão de entrada vem com um motor que conhecemos bem, o 1.0 utilizado por aqui no Volkswagen Up! TSI , mas calibrado para gerar 116 cv, enquanto a intermediária usa o 1.4 turbo do Golf.
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Quando (e se) vier, irá bater de frente com as versões mais caras de Honda HR-V , Jeep Renegade e Ford EcoSport. Tem um tamanho muito similar, medindo 4,19 metros de comprimento por 1,79 m de largura, 15,1 m de altura e 2,6 m de entre-eixos. Bem equipado, vem com alerta de mudança de faixa, sistema de reconhecimento de placas, controle de cruzeiro adaptativo, uma central multimídia com tela de 5,8 polegadas e o painel de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas.
A dificuldade em trazer ao Brasil está na situação econômica do País. Teria que ser mais em conta do que o Q3 , para não haver canibalização entre os dois e conseguir entrar em um segmento diferente – a ideia seria oferecer uma alternativa premium para os outros SUVs abaixo dos R$ 100 mil, da mesma forma que acontece com A3 Sedan e Toyota Corolla Altis . E não é possível importar agora, pois o dólar alto o faria chegar pelo mesmo preço que o Q3 . O jeito é esperar por uma melhora no mercado brasileiro.