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EuroNCAP mostra o quanto a segurança automotiva melhorou nos últimos 20 anos. Confira o vídeo que compara um carro de 1997 com um de 2017

Em comemoração aos 20 anos do EuroNCAP, a entidade testou a segurança entre um modelo de 1997 e outro de 2017
Divulgação/EuroNCAP
Em comemoração aos 20 anos do EuroNCAP, a entidade testou a segurança entre um modelo de 1997 e outro de 2017

O EuroNCAP comemora 20 anos de existência lembrando o quanto os carros evoluíram em segurança desde 1997. A estimativa publicada em 2016 pela União Europeia é que mais de 78 mil vidas foram salvas entre 1998 e 2015 apenas na Europa – há também o impacto causado no resto do mundo pela importação desses veículos para outros mercados. A entidade dá um exemplo com um vídeo que mostra o teste de colisão entre um carro atual e outro de 20 anos atrás.

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Para representar os carros de 1997, o EuroNCAP escolheu o Rover 100 , compacto britânico que foi icônico por tirar a menor nota possível em segurança quando a entidade começou a fazer os testes de segurança . No mesmo momento, outros compactos como Fiat Punto , Renault Clio e Nissan March (lá chamado de Micra ) receberam duas estrelas de cinco. O modelo atual escolhido foi o Honda Fit (conhecido na Europa como Jazz ), que recebeu nota máxima.

O teste segue o padrão, colidindo a 64 km/h contra uma barreira deformável (para simular a traseira de outro veículo). Os carros batem de frente contra o obstáculo, atingindo 45% da frente do lado do motorista (no caso, como são modelos britânicos, no lado direito). O exemplo é totalmente visual, sem que seja feita qualquer medição do impacto sobre os bonecos dentro dos veículos.

E nem precisa fazer a medição. O Rover 100 deforma de uma maneira que o impacto chega a deformar todo o veículo até a coluna B (que fica entre as portas). Observe mais atentamente o vídeo e poderá notar alguns agravantes. O compacto tem um airbag para o motorista, mas que não serve para nada, pois a deformação faz com que a coluna de direção saia do lugar, direcionando o airbag para o espaço entre os passageiros – e o boneco que simula o motorista vai de cara com a lateral do painel.

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Em comparação, o Honda Fit mostra muito bem como é a construção dos veículos atuais, com habitáculos feitos para aguentar o impacto. A destruição do hatchback acaba ao passar das caixas de rodas dianteiras, sem que o painel do veículo mova demais pela batida, mantendo os airbags na posição ideal para proteger os passageiros. As portas nem se movem e nem um pouco da carroceria chega perto dos bonecos de teste.

Brasil evolui devagar

Enquanto o EuroNCAP consegue apoio governamental para incentivar as melhorias em segurança viária, o Brasil segue a passos lentos. O Latin NCAP testa os veículos de toda a América Latina e Caribe, com orçamento próprio e, eventualmente, algum carro cedido pelas fabricantes, o que restringe a quantidade de automóveis testados – 80 modelos passaram pelo crivo da entidade desde 2010, uma média de 13 carros por ano.

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Mesmo sem apoio, os resultados dos crash-test começam a ter impacto sobre a segurança dos carros brasileiros. Muitos dos veículos que tiveram notas baixas melhoraram após receberem os airbags duplos frontais, obrigatórios no Brasil desde 2014. Outros saíram de linha. Desde 2016, a entidade endureceu seus critérios, o que fez alguns veículos terem sua nota reduzida, como foi o Fiat Palio, que foi de três estrelas para apenas uma.

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