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Pesquisa mostra que passamos quase cinco anos dentro de um carro. Veja o que a fabricante descobriu sobre os hábitos dos motoristas no mundo

Os brasileiros passam 4 anos e 11 meses dentro do carro, diz a Citroën.  Cerca de 5.231 vezes dentro desse período
Divulgação/Citroën
Os brasileiros passam 4 anos e 11 meses dentro do carro, diz a Citroën. Cerca de 5.231 vezes dentro desse período

O que você faz enquanto está dirigindo? Costuma cantar junto com a música do rádio? Beija seu amor enquanto está parado no semáforo? Fala sozinho? De acordo com a pesquisa feita pela CSA Research para a Citroën, o brasileiro faz tudo isso e muito mais durante os quatro anos e 11 meses que passamos, em média, dentro de um carro, como parte do projeto global Citroën Inspired by You (Inspirada em Você, em tradução livre).

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Apesar de parecer algo bobo, essa pesquisa da Citroën tem um bom motivo por trás: Descobrir qual é o hábito dos motoristas pelo mundo e ajudar a direcionar o desenvolvimento do interior de seus veículos. Além disso, com a nova campanha publicitária, tentará deixar a fabricante mais próxima de seus clientes, causando uma identificação com as situações dos vídeos – desde o senhor de 50 anos cantando até o casal que faz sexo dentro do veículo.

A CSA Research conversou com consumidores, com idade de 15 anos ou mais, de 11 países: Alemanha, Argentina, Brasil, China, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Japão, Polônia e Portugal. A idade é importante, pegando não só os motoristas, mas também os passageiros. Os brasileiros são os que ficam mais tempo dentro do carro ao longo de suas vidas: Quatro anos e 11 meses. Em seguida vem a Argentina, com quatro anos e três meses. Os europeus ficam quatro anos e um mês, os chineses passam três anos e um mês e, por fim, os japoneses, que ficam dois anos e cinco meses.

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Carro ou karaokê?

Além da ação de dirigir, o que mais fazemos dentro de um automóvel? O hábito mais comum do brasileiro é cantar, algo que fazemos, em média, cerca de 5.231 vezes. É uma quantidade bem alta comparada ao resto do mundo. Os europeus cantam cerca de 3.917 vezes. O japonês, mais disciplinado, só faz show dentro do carro 1.015 vezes – talvez por deixar a cantoria para o happy hour no karaokê e por utilizar muito mais o transporte público.

O segundo hábito do brasileiro é agradecer a outro motorista, o que é feito 4.527 vezes. Falar sozinho pode ser um hábito estranho, mas muito comum para nós, já que o fazemos 4.385 vezes – isso inclui os momentos em que xingamos outro condutor sem ele ouça. Outra resultado interessante é que beijamos outro passageiro 3.161 vezes.  Parece muito? Os argentinos beijam 3.296 vezes. E, novamente, a diferença de cultura: os japoneses beijam apenas 99 vezes.

Alguns resultados são bem curiosos ou específicos. Reclamamos 1.156 vezes que está na hora de abastecer o veículo de novo. Também nos maquiamos, penteamos o cabelo ou nos barbeamos (?!?) 1.138 vezes.  Somos bem emotivos também, mais do que o resto do mundo. Rimos de forma histérica 310 vezes e choramos 100 vezes. Apesar disso, o cinematográfico “sexo no carro” acontece pouco, em média duas vezes – os italianos são os campeões, fazendo oito vezes ao longo de sua vida.

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Um dos buracos da pesquisa é que não perguntaram um dos grandes hábitos dos motoristas pelo mundo: Usar o celular enquanto dirigem, algo mais comum do que deveria. Questionada, a fabricante não comentou o porquê de ter excluído essa pergunta. Conversando por fora, algumas pessoas envolvidas na ação afirmaram que preferiram focar nos aspectos positivos e, principalmente, legais, para evitar que estimulassem qualquer ato ruim.

Reposicionando a Citroën

Há uma pergunta que sempre é feita em toda coletiva de imprensa da Citroën: Qual será o posicionamento da marca no Brasil? A Peugeot sobe um pouco no degrau, oferecendo veículos mais completos e com aspecto premium, enquanto a Citroën tenta tornar-se uma fabricante de veículos mais inspirados, para o cliente que quer algo diferenciado e próxima de um produto de lifestyle .

“Queremos conhecer melhor a relação das pessoas com o automóvel, suas experiências e o que pensam dentro do carro...”, explica Nuno Coutinho, diretor de Marketing da Citroën do Brasil. “Um passo importante, já que somos uma marca inspirada e a serviço de nossos clientes.”

Essa campanha da Citroën tentará mudar um pouco da imagem da marca junto aos brasileiros, de que o pós-venda é ruim, os carros quebram com facilidade e que o custo de manutenção é alto. Uma das apostas é o plano de manutenção por R$ 365 para as três primeiras revisões – motivo pelo qual é batizado como Manutenção a R$ 1 por dia. Outra estratégia será o lançamento de um site em que os clientes podem divulgar sua avaliação de seus carros da empresa.

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