Depois de anos lucrando bastante no Brasil, as fabricantes agora enfrentam uma situação com a qual não estavam acostumadas: tomando prejuízos, ou fechando as contas empatadas. Com o mercado vendendo três vezes menos carros do que em 2012, as matrizes tiveram que apertar o cinto, retirando investimentos para a criação de novos carros e fazendo as contas para que um lançamento esteja dentro de uma margem de lucro. Vamos falar de 5 vezes que as fabricantes mudaram os planos para fechar a conta.

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Chevrolet Onix Joy

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Divulgação
No lugar de um hatch completamente novo, a GM teve que manter o Onix sem reestilização como carro de entrada

A ideia da General Motors de manter o Onix pré-reestilização como modelo de entrada foi uma alternativa para se adaptar aos orçamentos mais modestos.  O plano original era desenvolver uma nova linha de carros , com um hatch, um sedã pequeno e um SUV compacto. Tudo mudou em 2016, quando a GM retirou o investimento de R$ 6,5 bilhões anunciado em 2014, depois de uma reunião entre os executivos da marca e a então presidente Dilma Rousseff. Sem os novos automóveis, prepararam a versão de entrada Onix Joy e, consequentemente, o sedã Prisma Joy.

Fiat Strada

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Divulgação/Fiat
Mesmo vendendo bem, a Fiat Strada irá continuar na geração atual, passando pela sexta reestilização, em 2019

Atualmente, a Strada é o veículo da Fiat que mais vende no Brasil. De janeiro a março, a picape vendeu mais de 2 mil unidades a mais do que o pequeno Mobi. Faria sentido investir em uma nova geração, já que o modelo atual é a quinta reestilização desde o lançamento, em 1998. A marca italiana tinha planos para uma nova picape pequena, chamada internamente de X6P, e que seria revelada em 2018, após o hatch X6H e o sedã X6S. Com a situação ruim do mercado (e da própria fabricante), fora do segmento de comerciais leves, congelaram o projeto. Assim, a Strada terá sua sexta renovação do design.

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Ford Fiesta

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Divulgação/Ford
Este deveria ser o nosso Ford Fiesta, exatamente como está na Europa. Porém, ficaremos apenas com o design

Em sua sétima geração, o Ford Fiesta já está à venda na Europa. Por aqui... Bom, tudo indica que não virá. Apesar de continuar com a mesma plataforma que o anterior, foi alterado para oferecer mais espaço interno (um grande problema do anterior) e recebeu mais tecnologias. Ficaria caro demais para o Brasil, ainda mais com as baixas vendas do Fiesta nos últimos anos. A solução da fabricante será reestilizar o modelo atual para que fique com a mesma cara do novo Fiesta, trocando o painel para receber a central multimídia Sync 3 com tela sensível ao toque. Além disso, o carro terá o novo motor 1.5, de três cilindros, que estreia no EcoSport, em junho. 

Renault Captur

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divulgação/Renault
Embora a aparência seja parecida com a do modelo europeu, o nosso Renault Captur é bem diferente na mecânica

O nosso Captur é bem diferente do modelo europeu. No Velho Continente,  o carro vem com a a plataforma do novo Clio e motores turbo. A Renault do Brasil até estudou trazer essa versão ao País, posicionado acima do Duster. Só que é um modelo muito caro para mercados emergentes. Então, precisava encontrar uma alternativa. Nascia o Kaptur, modelo russo que é basicamente o Duster com novo design e leves alterações mecânicas.

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Volkswagen Gol/Voyage/Saveiro

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Reprodução/Kaveshar Palavar/Cars.co.za
Flagrado na África do Sul, o Volkswagen Polo deveria ser o nosso Gol, que terá apenas novos retoques no desenho

A grande decepção dos últimos tempos é a nova geração do Volkswagen Gol. Até o ano passado, a fabricante alemã trabalhava para adaptar o novo Polo para o Brasil, que seria a inspiração para uma série de carros, gerando os novos Gol, Voyage e Saveiro. Agora em 2017, viram que o hatch ficaria caro demais. Decidiram manter essa geração por mais um tempo, preparando mais uma reestilização do trio Gol/Voyage/Saveiro para o ano que vem e irão lançar o Polo como alternativa premium, além do sedã (batizado como Virtus), que vem para brigar com Honda City.

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