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O Mercedes-Benz chinês é menor que o original e tem motor elétrico, capaz de levá-lo a "incríveis" 102 km/h de velocidade final

À esquerda, a cópia do Mercedes GLA, conhecido como K-One. E à direita o modelo original da marca alemã
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À esquerda, a cópia do Mercedes GLA, conhecido como K-One. E à direita o modelo original da marca alemã

A China ainda é conhecida por copiar muitas marcas na hora de desenvolver seus produtos. Para citar algumas reproduções nada originais, o país tem sua própria Pizza Hut, chamada de “Pizza Huh”. A Nike é vendida por diferentes empresas por lá, como “Mike”, “Kine”, “Nake”, “Knie” ou “Hike”; e a Microsoft Windows tem o nome de “Michaelsoft Binbows”. Nada disso é diferente no universo de alguens carros chineses, em geral, onde suas marcas têm se inspirado, na maioria dos casos, em modelos bem sucedidos de fabricantes tradicionais, como Mini, Porsche, Volkswagen, Mercedes-Benz e Land Rover.

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Com o K-One, isso não seria diferente. Apesar de não copiarem até o nome (como acontece com a Land Wind, que copiar carros da Land Rover), nasce o clone do Mercedes-Benz GLA, com motor elétrico. Depois de sensíveis mudanças no visual, o SUV chinês conta com ares menos refinados que os do “gêmeo” original, uma vez que contornos dos faróis, lanternas traseiras e tampa do porta-malas, por exemplo, possuem linhas mais quadradas. Além disso, sob um olhar mais atento, nota-se que também é um pouco menor.

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“Máquina supersônica”

Nota-se que, de fato, a trena e o
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Nota-se que, de fato, a trena e o "copia e cola" no computador devem ter sido as maiores ferramentas dos designers

Ao contrário do GLA, o K-One é equipado com um motor totalmente elétrico de 130 cv, capaz de levar o SUV - de 1400 kg, 4.100 mm de comprimento, 1.710 mm de largura e 1.595 mm de altura - a uma velocidade final de “incalculáveis” 102 km/h, ou menos que um Volkswagen Fusca 1300 dos anos 60 consegue atingir.

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A China é o maior mercado automotivo do mundo, com bastante apelo por marcas premium como a Mercedes-Benz, bem como é o país que mais cresce no setor. Com isso, vem se desenvolvendo ao longo do tempo, inclusive na parte de engenharia e qualidade dos seus produtos, bastante famosos pela baixa confiabilidade. Mas ainda não chegou o dia em que os chineses deixaram de criar cópias de modelos que deram certo, de marcas tradicionais. Às vezes aplicam algumas mudanças nas criações copiadas, outras vezes não.

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