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Réplica do primeiro carro do mundo com baixa quilometragem foi produzida em 2002, sob a supervisão da própria fabricante, para ser peça de exposição

Mercedes-Benz Patent-Motorwagen 1885: O primeiro carro do mundo, dispensando observações, foi uma revolução
Divulgação
Mercedes-Benz Patent-Motorwagen 1885: O primeiro carro do mundo, dispensando observações, foi uma revolução

A réplica fiel do primeiro carro do mundo, o Mercedes-Benz Patent-Motorwagen de 1885, será vendida pela fabricante. Trata-se de um exemplar com baixa quilometragem, produzido em 2002 sob a supervisão da própria fabricante para ser peça de exposição, que foi mantido e cuidado como tal.

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Em sua época, o primeiro carro do mundo era vendido por 600 Marcos Imperiais alemães, ou cerca de R$ 16.000 nos valores atuais. Entretanto, não eram muitos que tinham condições de comprá-lo (pelo contrário) e assim, somente 25 unidades foram produzidas.  O baixo volume se explica, entre outras razões, pelo projeto inusitado e tecnológico para a época.

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Mecânica

Seu motor é um monocilíndrico, de 1 litro (954cc), que produzia 1 cv as 400 rpm (o mesmo que um modelo bem simples de bomba d’água). Entretanto, modelos mais modernos do propulsor vinham com o dobro de potência, que levavam o Mercedes-Benz à velocidade máxima de 16 km/h.

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O volante do motor era enorme e deitado. A lubrificação não é realizada pelo cárter, mas sim por minirecipientes de óleo, que ficam gotejando - em média, quatro gotas a cada segundo - sobre a superfície do virabrequim e válvulas. Além disso, a água não fica em um radiador, mas sim armazenada em um cilindro de cobre, bastante grande, que vai propiciando a evaporação lenta do líquido.

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Com grande elegância e charme, o Patent-Motorwagen apresenta três rodas e 265 kg, o que representou um grande avanço em sua época, uma vez que as carruagens que circulavam no século XIX - algumas, inclusive, com adaptações para motores alimentados a vapor - eram extremamente pesadas.

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Como o Patent-Motorwagen não precisava ser alimentado por gasolina, o que se fazia era ir a alguma farmácia para comprar qualquer qualquer tipo de combustível que gerasse explosão, para dar a partida e movimentar toda a engrenagem do motor (na maioria das vezes, Karl Benz se usava benzina ou éter).

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No primeiro carro do mundo não havia qualquer acelerador. A mudança de velocidade era feita por uma válvula, localizada bem próximo ao banco do condutor, onde era acertada a mistura do combustível para uma rotação mais constante. Apesar da concepção do que seria um carro não ser nada concreta na época, este foi um grande passo para a visão dos engenheiros daqueles tempos, que viriam projetar veículos mais familiares a nós, nas décadas seguintes.

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