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Eis os modelos que caíram no esquecimento do público nos últimos anos

Pode não parecer, mas temos mais de 600 modelos de carros diferentes à venda no Brasil, compreendendo todas as categorias, preços e versões. E neste universo tão competitivo que é o mercado brasileiro, quem vende bem é majestade. Todos os segmentos costumam ter suas guerras internas. Entre os SUVs compactos, por exemplo, temos quatro modelos disputando diretamente a liderança (HR-V, Renegade, Kicks e Creta). Mas sempre existem os “underdogs”, ou carros que vendem mal.

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Pois bem, no meio de tantos veteranos e lançamentos, é normal ficar meio perdido sobre o que ainda está sendo vendido no Brasil ou não. Para provar, a reportagem do iG Carros enumera cinco carros que vendem mal e você nem lembra que ainda estão disponíveis nas lojas no Brasil. Acompanhe!

1 - Kia Picanto

Kia Picanto renovado está quase esquecido, sendo um dos carros que vendem mal no Brasil hoje em dia
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Kia Picanto renovado está quase esquecido, sendo um dos carros que vendem mal no Brasil hoje em dia

O hatch compacto da Kia tem uma história antiga no Brasil. Foi lançado em 2007 com uma cara não muito atraente que também passou longe de deslanchar. A segunda geração surgiu em 2011, elevando o seu status em um mercado que ainda não era dominado por HB20, Onix e Ford Ka. Foi nessa geração que o Picanto virou artista de novela (aparecia com frequência nos romances da Globo) e viu suas vendas subirem consideravelmente.

No início do ano, as primeiras unidades da reestilização do Picanto desembarcaram no Brasil.  Partindo de R$ 58.990, o Picanto traz 1.0 flex, de 80 cv e 10,2 kgfm de torque, com etanol. Na gasolina, os números vão para 77 cv e 9,6 kgfm. Junto com o motor tricilíndrico, a marca optou por equipar o Picanto com câmbio automático de quatro marchas - a mesma do modelo antigo.

O hatch coreano é bem equipado, contando até com chave presencial. O interior, por exemplo, tem central multimídia, volante multifuncional e bancos de couro. Na Europa, o Picanto vem um pouco mais incrementado, com motor 1.0 turbo, de 100 cv e caixa automática CVT. Enfim, é um carro tão tímido que justifica sua entrada em nossa lista. Com visual esportivo, parte de R$ 58.990.

2 - Subaru XV

Entre os carros que vendem mal, o Subaru XV surge como um hatch médio aventureiro difícil de ser visto nas ruas
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Entre os carros que vendem mal, o Subaru XV surge como um hatch médio aventureiro difícil de ser visto nas ruas

É difícil definir o XV. Dá para confundí-lo com um SUV, mas a verdade é que se trata de um hatch médio aventureiro feito com base no Impreza. Além do visual descolado, o crossover se destaca pelo bom número de equipamentos. Ele tem teto solar, banco do motorista com regulagens elétricas, detector de ponto cego e revestimento de couro com costuras laranjas.

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Apesar de ser baseado em um hatch com DNA esportivo, o XV não tem o mesmo vigor mecânico do Impreza. O motor é 2.0 aspirado, de 156 cv e 20 kgfm de torque a 4.000 rpm, aliado ao sistema de tração integral. De acordo com a fabricante, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos, número facilmente superado por hatches menores e mais baratos. O modelo pode ser encontrado nas concessionárias do Grupo CAOA, por R$ 114.900.

3 - Fiat Fiorino

Fiat Fiorino já foi uma estrela. Hoje, é um dos carros que vendem mal no Brasil por mudanças no mercado de utilitários
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Fiat Fiorino já foi uma estrela. Hoje, é um dos carros que vendem mal no Brasil por mudanças no mercado de utilitários

O furgão da Fiat está em sua terceira geração no Brasil. Pode-se dizer que ele nasceu em 1977, baseada no carismático Fiat 147. Naquela época, recebeu o apelido de “saboneteira” por suas linhas arredondadas. A segunda geração surgiu em 1988, agora baseada no Fiat Uno. Foi um dos veículos comerciais mais importantes da história da indústria brasileira, passando por diversas reestilizações até 2013.

No dia 1 de janeiro de 2014, passaram a valer as resoluções 311 e 312 do CONTRAN, obrigando que todos os veículos fabricados em território nacional contassem com airbag e ABS. Junto de Mille e Fiorino, Kombi e Gol G4 também acabaram rodando. O jeito foi investir em uma nova geração, mais de vinte anos depois, com base no Uno Vivace.

Esta se mostrou um verdadeiro fracasso. O Fiorino, que já esteve entre os veículos comerciais mais vendidos do Brasil, viu apenas 6,4 mil unidades deixarem as concessionárias da Fiat entre janeiro e julho de 2018. A irmã Strada continua sendo o destaque entre os emplacamentos, com 38 mil unidades vendidas.

Isso mostra o reflexo de um novo hábito dos brasileiros: a preferência por picapes com capota de furgão. Outro fator que torna a vida do Fiorino mais difícil no Brasil é o preço. Equipado sempre com motor 1.4 que entrega 88 cv e 12,5 kgfm de torque, o modelo parte de R$ 59.590.  Além disso, a chegada dos novos furgões compactos Citroën Jumpy, Peugeot Expert e Mercedes Vito também atrapalhou as vendas do segmento do modelo da Fiat. 

4 - VW SpaceFox

VW SpaceFox surge entre os carros que vendem mal por conta de seu segmento. Peruas correspondem a 0,4% do total
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VW SpaceFox surge entre os carros que vendem mal por conta de seu segmento. Peruas correspondem a 0,4% do total

Sim, a SpaceFox ainda está sendo vendida no Brasil. Enquanto muitos imaginavam que sua produção seria interrompida na Argentina, a Volkswagen acaba de lançar a versão 2019 por R$ 62.700 (podendo chegar aos R$ 66.250 na versão mais cara). O SpaceFox segue a decadência de sua categoria, uma vez que peruas correspondem a apenas 0,4% das vendas nacionais, conforme a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos).

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No acumulado de vendas de 2018, a SpaceFox não chega a aparecer nem entre os 50 modelos mais vendidos do Brasil. Foram apenas 3.103 emplacamentos entre janeiro e julho, conferindo uma média de 440 modelos por mês.

A SpaceFox é sempre equipado com motor 1.6, de 104 cv de potência e 9,7 kgfm de torque. O modelo mais caro surge com câmbio automatizado I-Motion de cinco velocidades. Conforme apurado pela reportagem do iG Carros, o SpaceFox será o único modelo da Volkswagen que continuará sendo vendido com opção automatizada. Todos os veículos da marca fabricados no Brasil já abandonaram este recurso.

5 - SsangYong Tivoli

SsangYong Tivoli veio para combater os SUVs compactos, mas acaba sendo um dos carros que vendem mal
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SsangYong Tivoli veio para combater os SUVs compactos, mas acaba sendo um dos carros que vendem mal

O que Ferrari 12 Berlinetta tem em comum com o SsangYong Tivoli? Ambos foram desenvolvidos pelo estúdio Pininfarina, na Itália. A marca coreana nunca foi reconhecida por ter um design muito atraente, e recorreu a um dos mais conceituados estúdios de design do mundo para dar uma forcinha.

Deste casamento nasceu o Tivoli, o SUV compacto da SsangYong que chega ao Brasil para disputar com Jeep Renegade, Honda HR-V e Nissan Kicks. O modelo, entretanto, ainda não caiu no gosto dos brasileiros por conta da baixa popularidade. São cinco concessionárias em São Paulo, duas em Santa Catarina e uma no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e na Bahia,

Ele vem equipado com sistema de direção elétrica, partida por chave presencial, rebatimento dos retrovisores e ar-condicionado de duas zonas. Entretanto, a central multimídia não traz funções de navegação. O conjunto mecânico é composto por um motor 1.6, de 128 cv e câmbio automático, de seis marchas. Entre os carros que vendem mal , o Tivoli sai das concessionárias da SsangYong por R$ 84.990.

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