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Uso de celular ao volante já é a terceira principal causa de mortes no trânsito brasileiro. Confira outras estatísticas

Segurança no trânsito: simuladores podem ajudar a compreender os maiores vícios do brasileiro no trânsito
Reprodução/Facebook
Segurança no trânsito: simuladores podem ajudar a compreender os maiores vícios do brasileiro no trânsito

Levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária aponta que 90% dos acidentes do Brasil são causados por falhas humanas. Durante a Semana Nacional do Trânsito, o Grupo Tecnowise fez uma ação para testar quais são as infrações mais cometidas pelos condutores. Entre as principais infrações cometidas, podemos enquadrar falta de sinalização ao mudar de faixa (16% das ocorrências), saída de estrada (16%), dirigir em sentido proibido (14%) e colisão (13%). Entretanto, o que mais chama atenção no levantamento sobre segurança no trânsito é que, entre todos os casos enquadrados, 59% são causados por distrações.

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Estes números não ficam restritos ao Brasil. O fenômeno da falta de atenção toma conta do mundo inteiro. Estudo feito pelo Departamento Nacional de Segurança no Trânsito dos Estados Unidos mostra que 50% dos jovens afirmam que enviam mensagens de texto e áudio ao mesmo tempo em que estão dirigindo. No Brasil, esta já é a terceira maior causa de acidentes e mortes.

A reportagem de iG Carros esteve no escritório do Grupo Tecnowise, desenvolvedor tanto do software quanto dos simuladores aplicados nas Auto Escolas brasileiras, para entender em quais casos a probabilidade de acidentes é maior. Apesar da unidade do simulador que testamos no vídeo abaixo ser bem parecida com o modelo utilizado nas aulas, possui uma diferença pontual: o movimento.

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O Conselho Nacional de Trânsito ainda não exige que os simuladores das Auto Escolas sejam fiéis em questão do movimento. No caso do modelo que testamos, o condutor sente o corpo indo para frente em frenagens mais vigorosas e os ombros penderem ao lado em curvas fechadas. O peso da direção e precisão dos controles replicam o tato de estar em um automóvel em todas as sensações.

Pedi para que pudesse dar uma volta no simulador com o celular em mãos. Enquanto dirigia na cidade com trânsito moderado, enviei mensagens para amigos por meio do Whatsapp. Foi um trajeto sem maiores problemas, até que a coordenadora do teste colocasse alguns animais atravessando a rua inesperadamente, simulando uma situação de emergência. O resultado não poderia ser mais desastroso: por conta da distração, pisei no freio com atraso e acabei colidindo.

São 150 vítimas diárias envolvendo acidentes por uso do celular , conforme a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego. Por ano, o número fica ainda mais assustador: 54 mil apenas em 2017.

Segurança no trânsito: beber e dirigir

Segurança no trânsito: apesar da lei seca, as pessoas continuam bebendo e dirigindo
Reprodução/Beam
Segurança no trânsito: apesar da lei seca, as pessoas continuam bebendo e dirigindo


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O Brasil é o quinto país das Américas em que mais se morre em decorrência da combinação entre álcool e volante. De acordo com o último estudo feito pela Organização Mundial da Saúde, foram 12,2 óbitos para cada 100 mil mortes anuais entre 2007 e 2009. Durante o teste do simulador, o nível de álcool vai aumentando no decorrer da avaliação. No nível máximo de embriaguez, as respostas mais lentas deixam o carro praticamente indirigivel. Apesar de não ter colidido com outros veículos ou atropelado pedestres, foram 8 infrações no curto trajeto de dois minutos.

Além desse tipo de situação, o simulador é capaz de replicar situações de aquaplanagem (onde o condutor perde aderência dos pneus com o chão por conta da água), ultrapassagens e direção defensiva. Nenhum dos processos de segurança no trânsito é oficializado nas aulas práticas de Auto Escola.

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