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Tem se tornado cada vez mais comum aparecerem carros conceituais que são quase iguais às versões de produção

Apesar das exigências previstas, é durante a criação dos carros conceituais que os designers automotivos ganham a maior liberdade para deixar suas ideias “voarem”. Linhas agressivas, entradas de ar gigantescas ou inexistentes, curvas acentuadas e outros atributos sempre contribuem para deixar o visual desses carros o mais marcante possível. Só depois de tudo pronto que todos do desenvolvimento visual caem na realidade, mas é como dizem por aí: é melhor errar para mais.

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Seja porque gerou reações no público, seja porque o departamento de engenharia fica “enchendo o saco” que precisa ter uma passagem de ar mais fluida por aqui ou que é preciso encaixar algum componente por ali, há certos motivos pelos quais os carros mudam tanto na passagem do estúdio para a linha de produção. De todo o modo, nada seria dos modelos finais se não fossem os carros conceituais . Mas há os que pouco mudaram durante todo esse processo. Veja a seguir quais nós listamos.

1 – Range Rover LRX Concept (2007) e Evoque (2011)

Para não dizer que esse carro não mudou nada do conceito de 2007 para o modelo de produção (2011), ganhou apenas luzes de neblina no para-choque traseiro. Entretanto, o conceito LRX surpreendeu o Salão de Detroit (EUA) 2008 e o mundo com seu desenho arrojado. Foi assim que a marca britânica não teve coragem de mudar o visual para o projeto final, apresentado em julho de 2010.

Sabido que a personalidade seria o seu ponto forte, a marca deveria explorar ao máximo o seu apelo. E fez isso com maestria. O SUV tinha opções de cores diferenciadas, uma boa diversidade de opcionais, versão esportiva de apenas três portas e até uma conversível. Além disso, vinha equipado com motor 2.0 turbo de 240 cv e 34,7 kgfm, o mesmo usado pela Ford no Fusion. Vale lembrar que foi o Range Rover mais consagrado da história, com mais de 200 prêmios ao redor do mundo.

2 – Kia Concept (2006) e Soul (2009)

Enquanto o Evoque ditou uma referência a ser trilhada por todos os SUVs, em 2009 o Kia Soul ofereceu uma nova proposta ao público. O crossover criou o seu próprio nicho e conquistou clientes que antes não se sentiam bem atendidos nas categorias mais tradicionais. Se o conceito por trás da sua proposta no mercado já era diferenciado em sua essência, para que fizesse jus, naturalmente deveria ser (e foi) muito próximo do seu modelo conceitual.

Antes do conceitual ter sido apresentado em 2006, no Salão de Detroit, o chefe de design, Mike Torpey, criou o design da novidade em 2005, com o objetivo de aliar agressividade com jovialidade. Para isso, imaginou um javali com mochila nas costas, para representar, respectivamente, vigor e disposição dos jovens sul-coreanos.  Teve versão elétrica, a combustão com o motor 1.6 de 122 cv e até uma variante roadster.

3 - Chevrolet Camaro Concept (2006 e 2009)

Quando a Chevrolet levou o modelo conceitual do Camaro ao palco do gelado Salão de Detroit (EUA) de 2006, o público foi à loucura. O muscle car é lembrado como um dos carros mais emblemáticos já mostrado no evento norte-americano, e fez tanto sucesso que a Chevrolet decidiu lançá-lo com design bem próximo ao modelo conceitual. O resultado? Vendeu mais que o Mustang pela primeira vez na história.

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Entretanto, o design conceitual do showcar trazia alguns empecilhos ao Camaro de produção. Ele era muito longo e largo, trazendo uma curtíssima área envidraçada. A posição de dirigir também não era das melhores, além da dinâmica em curvas que foi prejudicada.

4 - VW Beetle Concept (1994) e New Beetle (1998)

Criar o sucessor para o Fusca foi um grande desafio. Apesar de hoje estarmos acostumados com veículos “retrô” - com influências claras dos anos 60, como Mini Cooper e Fiat 500  -, isso não era comum em meados do começo da década de 90, mais especificamente no Salão de Detroit (EUA), de 1994.

O engenheiro J.Mays se reuniu com seu parceiro Freeman Thomas no sul da Califórnia para desenhar um veículo completamente inédito. Durante as pesquisas, a dupla descobriu que o carismático Fusca clássico havia deixado um legado na memória dos americanos como a verdadeira identidade da Volkswagen. Como a marca alemã passava por maus bocados nos Estados Unidos, imaginaram que uma releitura do besouro poderia ser a solução para a crise. O New Beetle foi lançado em 1998, fazendo grande sucesso como uma opção diferenciada ao Golf.

5 - Audi Pikes Peak Concept (2003) e Q7 (2005)

Antes mesmo da criação do modelo conceitual do Audi Q7, a VW já tinha o Touareg em 2002. Entretanto, ele não estava à altura BMW X5 de 1999 em apelo, apesar da mecânica ser de última geração e tão competente quanto. Com isso, eis que — para unir apelo, DNA das corridas e sede por combater o rival da Bavária (Alemanha) — surge o Audi Pikes Peak Quattro, conceitual do Audi Q7 com motor 4.2 V8 biturbo do Le Mans Quattro — conceito do R8, outro que poderia entrar na lista — que desenvolvia 500 cv e 63 kgfm.

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Como aqui grandiosidade é a proposta do modelo, o visual moderno e à época exótico se manteve em grande parte ao carro que chegou à linha de produção em 2005. Entretanto, só vinha com a dose “cavalar” de potência do Pikes Peak na versão V12 biturbo, de 6 litros, do VW Phaeton, que produzia os mesmos 500 cv, mas insanos 100 kgfm. Nada mau para quem pretendia levar as compras para casa, as crianças à escola e dar uma passeada na lama de vez em quando, não?

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