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Existem algumas regras que precisam ser seguidas quando o assunto é pneus para manter a segurança e evitar dores de cabeça. Veja as dicas a seguir

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Tomar os cuidados com os pneus ajudam a manter sua vida útil, economizar combustível e aumentam a segurança.

A Pirelli apresenta a sua linha de pneus Scorpion, voltada para o segmento dos SUVs. Além de falar sobre cada um dos dez diferentes modelos — com opções que variam entre ideais para lama, areia, terrenos rochosos, economia de combustível e desempenho para o asfalto — os especialistas lembraram de cuidados com os pneus, essenciais na hora de mantê-los e trocá-los. Muitos não prestam os devidos cuidados. É um dos itens mais importantes, já que são os únicos pontos de contato do carro com o solo.

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Se estiverem em condições ruins, podem levar a perda de controle e acidentes. Índice de carga e velocidade , calibragem, alinhamento e balanceamento , rodízio, bolhas, indicador TWI… você já ouviu falar desses nomes? Apesar de serem muitos itens, não é difícil de entendê-los, e fazendo isso, será muito mais fácil tomar os devidos cuidados. Veja a seguir quais são os cuidados com os pneus , divididos em três partes: manutenção, hora da troca e os imprevistos que podem aparecer.

1 - Manutenção do pneu

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Alguém que nunca checou a disposição dos pneus em si e entre si, os desgastará muito precocemente

Antes de mais nada, não deixe de ler o manual do proprietário para descobrir qual é a calibragem ideal para os pneus do seu carro. Lá, está descrita a pressão adequada para situações em que o carro está vazio ou mais carregado de peso. Se o pneu roda cheio demais, pode comprometer prematuramente itens como amortecedor, caixa de direção, bieletas e até comprometer a aderência. Vazio demais, aumentará o desgaste dos pneus e o consumo de combustível, com risco maior até de ser furado.

Uma vez que isso tudo está em dia, vale lembrar que, entre 5 mil km e 10 mil km de uso, é essencial não esquecer de fazer o rodízio dos pneus (troca dos pneus dianteiros pelos traseiros), sempre acompanhado do alinhamento e do balanceamento. Por que de tudo isso? Os pneus instalados nas rodas motrizes tendem a ser mais desgastados com o uso. Principalmente em carros com tração dianteira, uma vez que eles reúnem a tração, a maior concentração de peso e as rodas direcionais em um só eixo.

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O alinhamento tem a função de fazer com que o os pneus rodem sem desgastes prematuros por estarem sem o mesmo e correto posicionamento (geometria) entre si, bem como garantir que as características dinâmicas que os engenheiros pensaram para o carro sejam preservadas. Por fim, o balanceamento, que evita um rodar “quadrado” dos pneus, poupando trepidações ao volante e retomando a qualidade de direção original. Portanto, não deixe de fazer alinhamento e balanceamento ao trocar os pneus do carro. 

2 - Hora da troca

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Não é preciso dizer o porquê devemos trocar os pneus, mas é importante falar de alguns detalhes

Os especialistas da Pirelli dizem que é bastante comum de achar motoristas por aí que usam o pneu do estepe para economizar na troca do conjunto, além de muita desinformação e desconsideração quanto ao tipo do pneu que equipa o próprio carro (direcional, simétrico ou assimétrico), qual é a marca e os índices de carga e velocidade. A fabricante disse até que o critério de muitos para ver que é a hora de trocar o pneu, é quando começa a aparecer a lona, ou os tais “fiapinhos”.

Uma dica importante para evitar problemas de aderência nas mais variadas condições é não utilizar de marcas diferentes no mesmo eixo.  Pneus baratos não só tendem a ser menos aderentes, como também podem desgastar prematuramente. Com isso, evite comprar maras pouco conhecidas. 

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Os quatro pontos indicados no círculo são o TWI, que se ficarem alinhados à superfície, acabou o pneu

Além disso, cada desenho de pneu tem uma determinada característica de funcionamento. Logo, misturá-los — ou pior, equipar um assimétrico com simétrico, ou com direcional — também fará com que o carro fique mais inseguro e desgaste os pneus antes da hora. Quanto aos índices de carga e velocidade, devem ser maiores que os pneus originais, pois devem suportar o estresse gerado pelo veículo sem que simplesmente arrebentem em movimento.

Continuando, qual é a hora da troca dos pneus ? Há um ressalto nos sulcos que fornece a resposta. Chamado de indicador TWI, quando ele se alinha à superfície de contato do pneu, sinaliza o fim da vida útil do mesmo.

É assim que funciona por diversos motivos. Entre eles, porque nesse ponto, os pneus atingiram 1,6 mm de borracha (teor que a lei obriga a troca imediata), porque os sulcos se tornaram mais rasos, o que dificulta o escoamento de água e expõe mais à situações de aquaplanagem, bem como porque, a partir daí, a borracha que sobra é mais dura, logo, menos aderente. Os fiapinhos aparecem depois que essa borracha dura se desgasta, desse modo, imagina o risco de se guiar um carro nessas condições. Então, não deixe que a profundidade dos sulcos fique menor que 1,6 mm. 

3 - Bolhas: perigo iminente

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Bolhas nos pneus: Se houver alguma em seu pneu, troque-o imediatamente e reveja os seus cuidados ao volante

Tal como um tumor, sem aviso prévio, elas podem aumentar de tamanho e se romper a qualquer momento, o que leva a uma perda de pressão repentina e, assim, os riscos de acidentes são iminentes. Na maioria dos casos, as bolhas nos pneus são causadas por impactos contra buracos nas vias ou contatos contra o meio-fio, gerando o rompimento da lona de corpo de poliéster dos pneus. Isso faz que com que o ar pressione a borracha para fora, criando essa protuberância. Elas também podem surgir se os talões forem danificados durante o processo de montagem dos pneus nas rodas.

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Uma vez que surge uma bolha, o pneu está totalmente condenado. Entretanto, em uma situação de emergência, em que seja impossível trocar o pneu, não deixe os pneus com bolha no eico traseiro. Se um pneu da frente estourar, o condutor pode conseguir reverter o comportamento imprevisível do carro mudando a direção do volante. Isso porque quando um pneu do eixo traseiro arrebenta, a tendência é de perder o controle do eixo traseiro, que é mais difícil de controlar.

Os principais pontos que você não deve esquecer: sempre calibrar os pneus observando a pressão correta para evitar deformações excessivas nas laterais caso ocorra um choque; evitar o contato dos pneus contra o meio-fio; evitar subir com o veículo em calçadas; se o impacto contra um buraco for inevitável.

Além disso, não deixe de reduzir a velocidade ao máximo, soltar o freio e manter a direção reta; para evitar as bolhas nos pneus causadas por talões danificados, tanto o pneu como a roda devem ser adequadamente lubrificados no momento da montagem. Daí a importância de buscar um profissional habilitado que empregue o maquinário adequado para os cuidados com os pneus .