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O K-ZE (lê-se 'case') será um dos veículos elétricos mais baratos da Europa, comercializado pela Dacia

A Renault aproveitou o lançamento do Novo Duster para revelar novos planos para o futuro, principalmente no quesito da eletrificação. Além do anúncio da renovação da parceria com o Parque Tecnológico de Itaipu, em Foz do Iguaçú (PR), a marca confirma que está sondando novos modelos elétricos para o mercado brasileiro. Entre eles, o novo Kwid elétrico , mostrado recentemente na China.

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De acordo com Silvia Barcik, diretora de sustentabilidade e mobilidade elétrica da Renault, o plano da marca é continuar liderando as vendas de carros elétricos no Brasil. “Muitos concorrentes chegaram desde o último Salão do Automóvel, mas a Renault tem muitos produtos para continuar na ponta”, diz ela. 

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O novo Renault Zoe já é vendido na Europa desde o fim do ano passado; lançamento no Brasil não deve demorar

O Zoe , um dos destaques de vendas da marca no Brasil entre os elétricos, foi integrado em diversos programas de car-sharing, além de complementar a frota da Usina Hidrelétrica de Itaipu (antes composta apenas pelo Twizy). Renovado na Europa desde o ano passado, o novo Zoe deverá chegar ao Brasil em 2021 - quando os últimos lotes encomendados do modelo atual já estiverem nas ruas.

“Ainda não temos datas confirmadas, mas a Renault estuda abrir as vendas dos veículos utilitários elétricos para o público. Atualmente, apenas parceiros podem adquirir esses modelos”, diz a executiva, referindo-se ao utilitário compacto Kangoo Z.E. e o furgão Master .

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Quando questionada sobre o novo K-ZE, o Kwid elétrico chinês, a executiva projetou que seria um veículo com números expressivos de vendas no Brasil. Vendido pela Dacia na Europa, ele será um dos carros elétricos mais baratos do velho continente. “Há chances. Está sendo avaliado pela Renault do Brasil”, diz Barcik, sem oferecer mais detalhes.

Parcerias para energia renovável

Um dos grandes debates acerca dos carros elétricos na Europa é o da sustentabilidade. A geração de energia no continente é, basicamente, nuclear e termoelétrica, fazendo com que gás carbônico seja liberado na atmosfera antes mesmo da carga chegar ao carro elétrico. Eles continuam sendo poluentes, porém não pelo gás de escape.

Em Fernando de Noronha, onde a Renault também é parceira para um projeto de eletrificação da frota, a energia provém da Usina Tubarão, uma termoelétrica movida a óleo diesel. Logo, mesmo com uma eletrificação da frota com Zoe, Kangoo e Master, os modelos não estariam isentos de emissões de gases tóxicos na atmosfera. Barcik garante que a Renault trabalha em conjunto com parceiros para desenvolver novas maneiras de gerar energia.

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“As fabricantes por si só são muito verticalizadas. Para ampliar a frota de veículos elétricos no Brasil, precisamos de parceiros. Devemos ter detalhes em breve sobre novas formas de energia renovável em Fernando de Noronha ”, diz a executiva.

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