Os SUVs já representam 28,7% das vendas no mercado brasileiro de acordo com o relatório mais recente a Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos). E estão deixando aquela imagem de modelos que gastam combustível em demasia. Atualmente existem alguns que conseguem ser bem econômicos por terem ficado mais leves e ganhado conjuntos mecânicos com bom nível de eficiência energética.

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Dentro desse contexto, entram os motores de três cilindros. Dos 5 SUVs mais econômicos do Brasil, de acordo com dados do Inmetro, apenas dois não contam com esse tipo de motor. Além disso, no topo de ranking, estão modelos com baixa cilindada e sobrealimentados, algo que vai ser tornar uma tendência por alguns anos por ser uma das melhores soluções para conseguir aliar bom desempenho e baixo consumo. Veja a seguir o resultado, do menos para o mais econômico. 

5 - JAC T40 1.5 MT - R$ 70.490 - média de 10,4 km/l


O modelo da marca chinesa é um dos modelos dessa lista que se aproxima do porte de um hatch médio. Vem com motor 1.5 flex, de quatro cilindros, capaz de render 125 cv e 15,5 kgfm de torque a 4.000 rpm e câmbio manual de cinco marchas. Além dos controles eletrônicos de estabilidade e tração, o carro conta com painel revestido de couro, ar-condicionado, mas não conta com kit multimídia.

O ajuste com relações de marchas longas não favorece o desempenho, mesmo assim, o carro tem freios a disco nas quatro rodas, de aro 16, montadas em pneus 205/55R. Nessa versão mais simples, a chave também não é do tipo canivete, mais fácil de ser guardada. E os bancos são revestidos de tecido. Entretanto, o porta-malas é o maior dos cinco SUVs dessa lista, capaz de levar 450 litros de bagagem, conforme os dados do fabricante.

Cidade  Estrada

8,1 km/l(A)       8,7 km/l (A)

11,9 km/l (G)      12,8 km/l (G)

4 - Ford EcoSport SE 1.5 MT - a partir de R$ 74.940 - média de 10,5 km/l


O primeiro utilitário esportivo compacto vendido no Brasil veio perdendo apelo diante dos inúmeros rivais que vieram depois. Porém, nessa versão mais simples, a relação entre custo e benefício parece ser bem interessante. O motor é o moderno 1.5, de três cilindros, aspirado, capaz de render bons 137 cv e 16,2 kgfm de torque a 4.500 rpm. Sobe de giro rápido e garante bom fôlego no dia a dia, acoplado ao câmbio manual de 5 marchas.

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Preza pela segurança, ao contar com controles eletrônicos de estabilidade e tração e tem itens de conforto e conveniência consideráveis, como a central multimídia com tela sensível ao toque e compatível com Android Auto e Apple Car Play, com seis alto falantes. Há também direção com assistência elétrica e ar-condicionado digital. Mas o porta-malas leva apenas 356 litros e a abertura da tampa (com estepe preso) para o lado direito é pouco prática.

Cidade Estrada
8,3 km/l (A)       9 km/l (A)

11,6 km/l (G)    13,1 km/l (G)

3 - Nissan Kicks S CVT - a partir de R$ 85.990 - média de 10,6 km/l

O modelo da marca japonesa é o único dessa lista com câmbio automático, do tipo CVT, que consegue uma média de consumo melhor que as com caixa manual, pelos dados do Inmetro. O modelo da Nissan ainda tem desenho arrojado, mas já pede por mais novidades. Com a chegada do novo Versa pode ser que adotem outros ajustes no motor e no câmbio, seguindo o mesmo padrão do sedã. De qualquer forma, o SUV tem um bom porta-malas, que leva 432 litros.

Na lista de equipamentos da versão S do Kicks também há controles eletrônicos de estabilidade e tração além de rodas de liga-leve de aro 16 e controlador eletrônico de velocidade de cruzeiro ("piloto automático"). Mas a central multimídia precisa evoluir e o isolamento acústico teria que ser mais caprichado para manter menor nível de ruído, principalmente ao pisar mais forte no acelerador.

Cidade  Estrada
7,7 km/l (A)       9,4 km/l (A)

11,4 km/l (G)     13,7 km/l (G)

2 - VW T-Cross 200TSI MT - a partir de R$ 86.990 - média de 11,3 km/l


Com a mesma configuração do rival da GM, ou seja, motor 1.0 turbo, de três cilindros e câmbio manual de seis marchas, o VW T-Cross 200 TSI fica em segundo lugar na lista. Compartilha sua base com outros modelos da marca alemã, entre os quais a dupla Polo e Virtus. Tem um conjunto bem acertado e porte compatível com o de um hatch médio, o que favorece a dirigibilidade.

Também vem bem equipado, como o Tracker. A principal diferença em relação ao concorrente fica por conta da central multimídia, que é simples no VW, com uma tela menor e sem acesso à internet via 4G. O acabamento nessa versão mais em conta é mais despojado e o porta-malas é um pouco menor que o do Tracker. Leva 373 litros, de acordo com informações da VW.

Cidade Estrada
8,5 km/l (A)           10,1 (A)

12,2 km/l (G)          14,4 ((G)

1 - Chevrolet Tracker 1.0 MT - a partir de R$ 82 mil - média de 12,1 km/l

A nova geração do Chevrolet Tracker mudou completamente. Agora o carro é feito sobre a mesma plataforma do Onix, desenvolvida em conjunto com a SAIC, braço da GM na China. Entre as versões disponíveis, a mais em conta, com motor 1.0 turbo, de três cilindros e câmbio manual de seis marchas é a mais econômica.

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Apesar de ser a versão básica, o carro já vem bem equipado. Entre outros itens, há controles eletrônicos de estabilidade e tração, ar-condicionado, direção com assistência elétrica, vidros e travas retrovisores elétricos e central multimídia com tela sensível ao toque de 8 polegadas e acesso á internet sem fio, via conexão 4G. O porta-malas tem 393 litros, conforme a fabricante. É o número 1 entre os SUVs mais econômicos do Brasil hoje em dia.

Cidade  Estrada
9km/l (A)        10,4 km/l (A)

13 km/l (G)       14,8 km/l (G) 

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