Yamaha
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Yamaha Red Dragonfly: primeira moto da marca japonesa feita no Japão foi feita com ajuda da customizadora Bendita Macchina

Na década de 60, a Yamaha era mais conhecida no Brasil pelos pianos que produzia. As motocicletas da marca eram raríssimas no país, trazidas por vias independentes.

Somente em 10 de novembro de 1970 é que a companhia japonesa inaugurou oficialmente uma filial por aqui, de início apenas como importadora e, a partir de 1974, como fábrica para valer (produzindo em Guarulhos, São Paulo, as famosas “cinquentinhas” RD-50).

Daí que a marca comemora este mês seus 50 anos no Brasil. Para celebrar a data de forma diferente, a empresa apostou na nostalgia: encomendou à customizadora paulista Bendita Macchina uma réplica brasileira da YA-1 — a primeira moto feita pela Yamaha no Japão

A YA-1 original foi lançada em 1955 e nada mais era do que uma cópia da alemã DKW RT 125 , uma das motocicletas mais vendidas no mundo antes da Segunda Guerra Mundial.

Estreita, leve, com linhas muito elegantes e pintada de bordô quase marrom, a YA-1 foi apelidada de Aka-tombo (“libélula vermelha” em japonês). Com seu motorzinho dois tempos de 123cm³ logo começou a ganhar corridas e trazer fama para a marca.

Já a réplica da YA-1 feita pela Bendita Macchina teve como ponto de partida a atual Yamaha Factor 125 produzida no Brasil. A moto foi deixada “nua” e até o chassi foi todo modificado para ficar com uma suspensão traseira semelhante à da Libélula Vermelha.

Tanque, para-lamas, garfo e freio dianteiro, farol, lanterna, escape... Tudo foi moldado, cortado, soldado, dobrado e adaptado artesanalmente no ateliê da Bendita Macchina. Depois, foi preparar a tinta em tom bordô igual ao da YA-1 de 1955.

O motor é o da Factor 125 sem maiores alterações. Monocilíndrico e refrigerado a ar, mas quatro tempos e flex. Rende 11cv, contra os 5,5cv da moto original.

Se fosse posta em linha, essa reencarnação da Yamaha YA-1 seria uma bela alternativa às Royal Enfield Classic. Os fãs de motos clássicas estão babando, mas a Yamaha já jogou o balde de água fria: disse que a produção ficará restrita a um único exemplar. Que desperdício de uma ótima ideia, não?

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